Alta no custo do metro quadrado dificulta negócios
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sábado, 10 de julho de 2004
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A procura por imóveis no Paraná está muito maior do que a oferta. Mesmo assim, o mercado imobiliário tem encontrado dificuldades em fechar negócios porque o valor do metro quadrado também aumentou. Esta é a constatação de Marcos de Assis Machado, corretor de imóveis e vice-presidente de comercialização imobiliária do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) do Paraná. Segundo ele, isso vem ocorrendo porque a atividade da construção civil em Curitiba caiu significativamente desde 2000, acarretando no aumento do preço do metro quadrado.
De acordo com Machado, dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) revelam que em 2000, cerca de 1,2 mil metros quadrados haviam sido construídos em Curitiba. Em 2001, foram apenas 800 mil metros quadrados. Em 2002, foram cerca de 400 mil metros quadrados construídos, e, no ano passado, foram construídos apenas 200 mil metros quadrados.
Para Volmir Selig, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon) do Paraná e presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o aumento no valor do metro quadrado se deve a dois fatores: a alta nos preços dos materiais de construção e a queda na atividade da construção civil. ''Apenas nos últimos dois meses, o preço do material de construção subiu quase 20%. De 2002 para 2003, houve uma queda de quase 50% na atividade da construção civil. Os fatores juntos culminam no aumento do valor do metro quadrado e na diminuição das vendas. Se há aumento no preço do material de construção, temos que repassar o aumento.''
Fio de cobre, materiais elétricos, madeiras e PVC estão entre os produtos que apresentaram as maiores altas de preços no semestre. O preço do fio de cobre disparou e acumula reajuste de 20% somente neste ano. Também subiram o caixilho completo de madeira (19,64%); dobradiça de ferro (15%); emulsão asfáltica (10,58%); telha de fibrocimento (9,65%); disjuntor monopolar (9,52%) e produtos de PVC com altas de até 8,29%, entre outros. O IGP-M teve variação de 6,78% no semestre. (C.D.)


