Arquivo FolhaModelo paulista será adotado no ParanáO conceito de edge city, criado pela marca Alphaville ao construir um residencial planejado nas cercanias de uma cidade, com infra-estrutura auto-suficiente que integre centros residenciais, comerciais e de serviços, amparando rígidas normas para preservação ambiental e sistema de autogestão, estará presente também no Paraná. Uma área de 2,5 milhões de metros quadrados em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, abrigará investimentos de R$ 30 milhões.
Empreendimento incorporado em parceria com a empresa da família Andrade Vieira, que ficará responsável pela comercialização dos terrenos, o Alphaville Graciosa está aguardando a aprovação, legalização da área para o loteamento, ainda neste primeiro semestre e oficializará o início da comercialização em março de 99. Serão cerca de 1.250 lotes, com preços determinados pelo mercado imobiliário local. Com ênfase para a estrutura de lazer e preservação da qualidade de vida habitacional, a escolha pela capital paranaense para abrigar o conceito Alphaville de moradia, foi estabelecido através do consenso, entre mercado local e empresa detentora da marca, de que a região apresenta as potencialidades básicas e necessárias para sua implantação: proximidade do centro urbano, acesso por sistema viário de qualidade, boas condições topográficas, extensas áreas verdes e bom perfil sócio-ecônomico da população.
As regiões metropolitanas de Curitiba, Belo Horizonte e Campinas (também incluídas no plano de expansão dos Alphavilles pelo Brasil), receberão investimentos totais de cerca de R$ 108 milhões, cotizadas entre a empresa e seus parceiros incorporadores locais, aumentando também a geração de empregos durante as fases de loteamento e construção. Em fase de negociação, áreas de Manaus, Vitória e Salvador também estão cotadas para integrar o complexo cujo conceito é o de poder proporcionar o crescimento gerenciado, participação comunitária, preservação ecológica e lazer, mas com requintes de aprimoramento.
Completando 25 anos, o bairro Alphaville São Paulo, cujos terrenos, nos quatro primeiros anos da década de 80 valorizaram 5.600%, é considerado, pelo empreendedor Renato de Albuquerque (acionista da empresa que incopora a marca) como ambiente urbano do século 21. Ao contrário de ‘‘Alphaville- A Cidade de 2030’’, filme do cineasta francês Jean-Luc Godard que mostra o fracasso humano dentro de uma cidade futurista projetada para atingir a perfeição, Alphaville São Paulo tornou-se uma realidade urbanística reconhecida por especialistas internacionais.
Ocupando hoje uma área de 16,4 milhões de metros quadrados, entre os municípios de Santana do Paraíba e Barueri e a 23 Km da capital, o bairro paulista reúne atualmente uma das maiores concentrações urbanas do verde na América Latina. Possui 14 núcleos residenciais, população fixa de 30 mil habitantes, população flutuante de 85 mil, cerca de 1.200 empresas e contribui com 65% da arrecadação total do município de Barueri.
‘‘O sistema de autogestão, envolvendo todos os titulares de terrenos habitados ou não, determina que ao comprar-se um lote, compram-se também deveres. Pois a principal característica de Alphaville é a forma de administração, que toda cidade deveria ter’’, ilustra o empreendedor que, desde o ano passado iniciou as parcerias em outros centros brasileiros.
Seguindo uma tendência de cidades desenvolvidas, cujo foco é aproveitar o que de melhor oferece a metrópole sem que o usuário consumidor seja afetado pelos problemas naturais que a aglomeração urbana acarreta, a marca Alphaville prevê peculiaridades contratuais que regulamentam seu crescimento ordenado. Nas áreas residenciais cada terreno vazio deve ser tratado como jardim. Nas áreas comerciais e industriais a ordem é prevenir agentes poluidores. E terrenos, com área de mata natural e proteção permanente, sustentam um programa inédito de equilíbrio ambiental.
Em Campinas, onde o conceito, lançado ano passado em área de 3 milhões de metros quadrados e investimentos de R$ 38 milhões (já com mais de 50% dos terrenos vendidos), a Alphaville Urbanismo S.A, projetou uma redução nas margens de lucro, definindo custos menores para lotes com mata natural, justamente para que o comprador sustente e mantenha a preservação ambiental da área. Para o empreendedor, Renato Albuquerque, a marca Alphaville não se resume a padrões de urbanização e paisagismo, mas também em continuar ocupando-se do crescimento ordenado, sem o dever jurídico de fazê-lo.

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