As mudanças no cenário econômico brasileiro não alteraram a previsão de investimentos da Akros para 1999. A partir deste ano, a empresa fabricante de tubos, conexões e acessórios com sede em Santa Catarina, inicia a ampliação de uma fábrica em Joinville, que deve consumir em três anos R$ 32,2 milhões e gerar 205 novos empregos diretos. Para 1999, a estimativa de faturamento é de R$ 220 milhões.
Em 98, a Akros faturou R$ 182 milhões, 32% a mais que em 1997 (R$ 138 milhões). Esse crescimento - a média nos últimos dez anos foi de 27% ao ano - confirma sua posição como líder nacional no segmento de acessórios sanitários e como vice-líder no mercado de tubos e conexões de PVC. A sede administrativa da Akros localiza-se em Joinville, onde estão cinco fábricas e outras duas empresas (Acomex e Herten).
Segundo o diretor comercial, André Fauth, a empresa não pretende recuar em seus planos nem reduzir o quadro de funcionários. ‘‘É muito cedo para tirarmos conclusões’’, disse. Apesar da retração no mercado, ele acredita que ainda não é possível avaliar de quanto será a redução da demanda. Ele afirma que nas próximas semanas será possível ter um quadro mais claro das consequências da política cambial.
Situado entre as maiores indústrias transformadoras de plástico para as áreas de construção civil, saneamento básico e irrigação do País, a Akros detém 25% do mercado e exporta 3% de sua produção total para a América Latina e alguns países da Europa. O grande crescimento no ano passado é atribuído, segundo o diretor, à instalação de duas novas fábricas de produção de tubos de PVC em Uberaba e Extrema (MG). Em 1998, a empresa também lançou três novos produtos, premiados pela Comissão de Materiais, Equipamentos, Serviços e Técnicas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.
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