A crise de 2008 foi responsável pelo menor índice de preços imobiliários da história dos Estados Unidos. Segundo o Federal Reserve, no auge da bolha imobiliária os preços caíram 33%. Segundo Michel de Amorim, sócio da empresa de assessoria Drummond, os baixos preços, somados aos custos de financiamentos inferiores aos encontrados no Brasil contribuem para que brasileiros garimpem oportunidades em solo norte-americano.
E Miami continua sendo o principal destino dos compradores. "Cerca de 30% da demanda de brasileiros por imóveis nos EUA corresponde a Miami Beach, seguido de Kissimmee, em Orlando, e de Fort Lauderdale, a 40 quilômetros do balneário." Segundo o executivo, essas áreas são regiões turísticas, onde a locação de imóveis para temporadas é permitida, o que possibilita a rentabilidade com aluguéis de períodos curtos.
Amorim afirma que, mesmo com o declínio, em 2013, de 3% para 2% na venda para brasileiros, segundo a pesquisa norte-americana Profile of International Home Buying Activity, os juros baixos e as facilidades aos estrangeiros continuam. O executivo relata que o que mudou foi o perfil do investidor. "Constatamos um aumento de pessoas que, pela primeira vez, buscam informações para investir em imóveis nos EUA. Além disso, observa-se uma grande procura por propriedades para passar férias, e não apenas com o primeiro intuito de lucro, como era antes."
Outro atrativo são as opções cada vez mais adaptadas ao gosto do brasileiro, com apartamentos mais amplos, maior número de quartos e dependência de empregada – um serviço que não costuma ser requisitado pelos americanos. "É tão evidente o crescimento da procura por apartamentos nos EUA que as incorporadoras têm adequado os projetos para atender aos hábitos dos brasileiros", afirma Amorim.
Para poder usufruir das vantagens de adquirir um imóvel nos Estados Unidos, ele dá algumas dicas. Uma delas é comprar em nome de uma pessoa jurídica para evitar tributos no caso de falecimento do proprietário e garantir mais segurança e privacidade quanto à exposição do patrimônio em caso de processos judiciais junto a credores e/ou inquilinos.
O executivo destaca ainda que é preciso atenção ao alugar o imóvel, pois há incidência de imposto sob a renda proveniente do aluguel nos EUA. No caso de proprietário estrangeiro, esse imposto deve ser retido na fonte pela corretora do imóvel. Em via de minimizar a exposição ao Fisco americano, um profissional tributarista deve ser consultado.

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