''Uma imagem vale mais do que mil palavras'' diz um antigo ditado. O pensamento de um arquiteto de maquetes ao reproduzir qualquer edificação em suas perfeitas formas e nos mínimos detalhes, porém em medidas bem menores, é muito parecido. Todo o trabalho e cuidado dispensados a essa 'arte' têm quase sempre a mesma intenção: esclarecer empreendimentos e aproximar cenários e imagens.
A obra em maquete busca, como afirmam os profissionais do ramo, tornar mais didática a linguagem técnica dos empreendimentos imobiliários e servir também como fonte de estudos. Mas além disso, em sua essência, pretende apresentar um mundo em miniaturas com réplicas perfeitas de espaços e objetos. Algumas delas chegam a ser até duas mil vezes menor que o objeto reproduzido. E não há limites, ou seja, não existe um tamanho mínimo, segundo explicação dada pelo arquiteto Maurício Azuma, que junto com seu amigo de profissão César Imai, edifica peças em miniaturas há mais de dez anos. ''Desde que a maquete consiga representar o empreendimento tudo é possível'', garantiu. Hoje a média é construir um projeto 50 vezes menor que o original.
Assim como a liberdade de tamanhos, as peças e os materiais usados para a construção de uma maquete também são ilimitados. ''O material básico é o plástico PVC, do qual são feitas as placas de montagem. A partir daí vamos criando, inventando e usando diversos tipos de produtos e sempre buscamos materiais que consigam reproduzir o que desejamos'', contou Azuma.
Exatidão - Nos trabalhos de montagem das maquetes são usadas tintas e realizada a aplicação de colagem para apresentar com exatidão cada detalhe do empreendimento, como as pastilhas e as particularidades da arquitetura da fachada de um edifício. ''Tentamos simular texturas de pedras ou madeiras para reproduzir o projeto original com exatidão. Os clientes estão cada vez mais exigentes'', afirmou o arquiteto.
Azuma conta que desenvolve em média de duas a três maquetes por mês, sendo a maioria destinadas ao setor da construção civil, com o preço médio de R$ 5 mil. Ele explica que para começar o trabalho de montagem, primeiro recebe do cliente a planta do empreendimento, com o tamanho dos cortes, modelo de fachada e toda as 'perspectivas' para executar a miniconstrução. ''Tudo que tiver no projeto real vai ter que aparecer. Temos que mostrar o mais próximo do produto para que a maquete crie impacto na divulgação, pois é usada como ferramenta de marketing'', comenta.
Poucas coisas, segundo Azuma, são definidas no papel. Todas as escalas são montadas pelo programa de computador CAD, onde começa também a definição dos cortes das peças. ''Aqui em Londrina o trabalho ainda é manual, cortamos as peças todas com estilete. Mas em alguns lugares os cortes já são feitos a laser'', destacou.
Juntos Azuma e Imai montaram inúmeras miniconstruções de prédios e condomínios horizontais, e projetaram também as maquetes de pontes, indústrias e do Aeroporto de Londrina, a qual está em exposição no saguão do terminal de embarque.

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