Administração a preço de custo é opção pouco explorada no PR
Curitiba - O sistema de administração a preço de custo é uma opção bastante usada por construtoras de São Paulo, mas ainda pouco explorado no Paraná. Nesse caso, a construtora normalmente adquire um terreno, procura pessoas interessadas em dividir este preço. Posteriormente, a construtora administra a obra, enquanto os condôminos dividem os custos da área comum e cada um paga os gastos próprios de sua unidade.
''O argumento para esse sistema é de que a obra fica mais barata e o cliente ganha possibilidade de personalização muito grande. O problema é que o sistema é menos seguro para a construtora, porque ela terá que arcar com os custos caso um condômino saia do negócio ou haja inadimplência'', analisa Luiz Conceição Gomes, diretor da Megaville Assesoria Imobiliária.
Fernando Antonio Thá, coordenador de marketing da Thá Construtora, conta que na década de 80 a empresa fez dezenas de edifícios neste sistema. ''Um terreno de R$ 1 milhão, por exemplo, era pago por dez pessoas, a R$ 100 mil cada. Depois era feito o orçamento da obra e cobrada uma taxa de administração. Os condôminos dividiam o custo da área comum. Já o preço de cada imóvel variava de acordo com os materiais escolhidos por cada morador'', explica.
Na época, o modelo teve boa aceitação e resultou em preços mais baixos para os clientes. O sistema caiu em desuso, para ele, em função da taxa de administração. ''Como as margens de lucro das construtoras estão muito pequenas, elas teriam, que cobrar uma taxa de administração entre 13% a 15%, o que poderia tornar o empreendimento mais caro''.





