As facilidades para adesão ao grupo, as parcelas compatíveis com o nível de renda e o custo menor em relação ao financiamento são fatores que atraem cada vez mais consumidores para os consórcios imobiliários. A modalidade de compra registra crescimento há cinco anos e se consolida como opção para aquisição de imóveis - seja residencial, comercial ou de lazer.
De um modo geral, o sistema de consórcios registrou no primeiro bimestre deste ano um crescimento de 13,6% na média diária de vendas de novas cotas. Segundo relatório da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), emitido semana passada, o volume geral de comercialização acumulado em janeiro e fevereiro deste ano foi de 291,1 mil novas cotas - no mesmo período, um ano antes, o número verificado foi de 255,5 mil novas cotas.
Depois dos eletrodomésticos, as cotas de imóveis foram as que tiveram maior procura. ''Ao desejar adquirir parceladamente um imóvel, o consumidor tem optado pelo consórcio em razão do custo financeiro menor e a flexibilidade existente'', explica o diretor comercial do Consórcio União de Londrina, Kentaro Takahara. Segundo ele, esta modalidade tem sido a saída para a compra programada dos que querem escapar dos altos juros impostos aos tradicionais financiamentos imobiliários. ''E engana-se quem pensa que consórcio é uma oportunidade para comprar a casa própria direcionada apenas para a população menos favorecida'', enfatiza o diretor.
Segundo Takahara, os consórcios de imóveis estão compensando a ausência de crédito habitacional e são menos burocráticos do que o sistema tradicional oferecido pelos agentes financeiros para famílias, empresários e investidores das classes média e média alta. Ele cita como exemplos, as vantagens das cartas de crédito para a compra de terrenos ou construções em condomínios residenciais fechados, investimentos em empreendimentos comerciais e até para a construção ou reforma de clínicas, escritórios, indústrias, igrejas e áreas de lazer e recreação.
O principal atrativo dos consórcios - conforme afirmam tanto os representantes das empresas administradoras como cotistas - é o pequeno aumento no valor das parcelas. O reajuste feito anualmente pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que, no ano passado, teve elevação de 11,02%, reverte-se em aumento do crédito do consorciado ao final do plano. Já a taxa de administração, cobrada pela empresa a título de remuneração pelo serviço prestado, é diluída na quantidade total de prestações de cada grupo e consiste no único acréscimo real no valor das mensalidades.
- Serviço
Para evitar problemas, conhecer as regras e a idoneidade das administradoras, uma dica para o consumidor é consultar o site do Banco Central (www.bancocentral.gov.br), que mostra a situação dos consórcios.

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