Adequação à realidade é fundamental para sucesso
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domingo, 21 de janeiro de 2007
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Uma opção viável é a idéia que deve fluir de um apartamento decorado. Usado como vitrine de novos empreendimentos, seu objetivo principal é favorecer a compra do imóvel a partir da sensação de bem-estar. Para isso, os arquitetos precisam acompanhar os lançamentos de materiais, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, tendências em mobília, tecidos e cores que estarão em alta na entrega do edifício.
''A escolha dos móveis e objetos leva em consideração o público-alvo e suas necessidades. É importante que os visitantes tenham a impressão que os ambientes são habitados por famílias comuns que possuem, entre outras coisas, livros, plantas, quadros, vasos e pequenos adornos'', explicou a arquiteta Luiza Bohrer.
Decorar uma residência específica é mais fácil que organizar um apartamento modelo. A diferença é conhecer o cliente, suas preferências e o estilo de vida. A diversidade social que circula pelos show rooms exige do profissional uma produção mais abrangente que varia da escolha dos títulos de livros e revistas até o material dos tapetes. ''Antes de definirmos quais objetos integrarão os ambientes, é preciso lembrar da limpeza e manutenção que, durante a visitação, importam tanto quanto a própria beleza. Um exemplo simples é a opção por tecidos laváveis que revestirão sofás, almofadas e camas'', acrescentou Luiza.
Segundo o arquiteto Guilherme Torres Von Goedert, a adequação à realidade é imprescindível no apartamento decorado. Esta característica implicará na relação de confiança entre o cliente e a construtora, que disponibiliza a unidade modelo como sugestão ao comprador.
''Minha função é representar os interesses do consumidor, incluindo móveis de padrão comercial, reduzindo o número de fornecedores e reivindicando alterações no projeto que facilitarão o dia-a-dia dos futuros moradores'', disse. ''É um investimento na qualidade, que é identificada ao longo do tempo, normalmente, a partir da pesquisa pós-venda'', acrescentou Goedert, para quem a aquisição de um imóvel é muito emocional e, curiosamente, a mulher tem papel decisivo no processo. ''Comparada ao homem, ela é mais crítica e detalhista. Várias vezes, presenciei a dissolução de negócios porque a área de serviço era pequena demais para a família'', justificou.


