Banco de dados que serve como fonte de informação para o planejamento de novos investimentos no setor, a pesquisa anual realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi), quantifica a produção residencial e comercial de Curitiba, através da tabulação dos números mensais, fornecidos pela prefeitura, de obras residenciais e comerciais licenciadas (alvarás emitidos) e concluídas de fato (habite-se).
Editada há 15 anos, a publicação ‘‘Perfil Imobiliário de uma Metrópole’’, segundo o presidente da Ademi/PR, Normando Antonio Baú, também já se tornou uma fonte de consulta obrigatória para a prospecção de novos nichos e oportunidades de mercado. ‘‘É um dos instrumentos confiáveis para tomada de decisões e estudos, assim como guia para as construtoras e fornecedores do segmento’’, diz ele.
Na última edição, distribuída neste mês entre os associados, alguns números mereceram destaque da entidade. Um deles é o de alvarás emitidos durante o ano 2000: pelo menos 56% deles foram para unidades de até dois pavimentos. Isto, segundo Baú, quer dizer que houve um aumento da chamada economia informal no mercado da construção – a chamada construção isolada, casas térreas ou assobradadas, em terrenos individuais.
‘‘O que podemos perceber, é que enquanto cresce o mercado destas construções menores, há falta de crédito para as grandes empresas do setor, como as construtoras e incorporadoras de edifícios de apartamentos e escritórios’’, diz o presidente da Ademi/PR, referindo-se aos números de unidades licenciadas para iniciar obras: 5.284 alvarás foram emitidos para unidades de até 2 pavimentos; 2.218 alvarás para as de três a seis pavimentos; e apenas 1.902 unidades com mais de seis pavimentos.
‘‘Os dados revelam ainda que no ano passado, 52% das unidades residenciais licenciadas pela prefeitura de Curitiba, estão situadas no padrão de até 110 metros quadrados; 42% entre 111 e 250m2 e apenas 6% das obras iniciadas estão acima dos 250 metros quadrados’’, comenta Baú, relatando que quanto à localização, metade da produção de 2000 está localizada em bairros como o Xaxim, Cidade Industrial e Uberaba. ‘‘Nestas regiões e com este tamanho, as obras restringem-se aos sobrados e casas populares, provando que, mesmo com o aumento do número de unidades, ainda faltam investimentos para as obras de maior porte e melhor localização’’, conclui.

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