Dentro de uma sala, se ouve o barulho de uma pessoa que aproxima e todos os ruídos das salas ao redor e da rua. Esses fatos corriqueiros podem parecer inofensivos à primeira vista, mas é um sinal que a acústica do local não está adequada e isso pode interferir de forma significativa na qualidade de vida dos usuários. ''No Brasil não existe uma legislação específica que garanta a acústica arquitetônica de um espaço'', afirma Nelson Solano que, a convite do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) irá ministrar o curso ''Acústica Arquitetônica Urbana'', que será realizado nos próximos dias 5 e 6 no Auditório Ceal/Sinduscon (Av. Maringá. 2400)
Segundo o arquiteto, está comprovado que a interferência de ruídos e excesso de barulho podem comprometer a forma significativa a saúde humana, acarretando danos ao sistema neurológico, gastrintestinais e até mesmo cardíacos.
''A concepção de acústica arquitetônica deve ser concebida enquanto o projeto ainda estiver no papel. Assim fica mais fácil e econômica a inserção desse item'', afirma Solano. Porém, mesmo com a obra concluída ainda é possível tomar algumas medidas que possam garantir a acústica do espaço. ''Nesses casos, são necessários estudos para analisar a estrutura da edificação e a necessidade de cada caso'', explica.
Ele se refere quanto à condição do local. Espaços como boates e bares devem ter tratamentos especiais e mais complexos que outros estabelecimentos comerciais ou residências por serem geradores de ruídos. ''Em situações como essa é importante a utilização de materiais que absorvam o barulho, para que esse não se propagem no ambiente externo'', afirma.
E algumas medidas simples, que não pesam no bolso, podem garantir a qualidade acústica. Como é o caso da preferência por forros de fibras de vidro ou de lã. ''Esses materiais garantem não apenas a absorção dos ruídos, mas também o isolamento acústico''.

- Serviço:
Mais informações: (43) 3348-3100/ www.ceal-londrina.com.br

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