O aço galvanizado utilizado na construção residencial pode reduzir em até 30% o custo da obra e tornar-se alternativa econômica viável para eliminar o déficit de moradias para a população de renda mais baixa. O projeto Casa do Aço, desenvolvido integralmente pela Cia Siderúrgica Nacional-CSN e apresentado durante a III Construir (realizada em novembro no Rio de Janeiro) já entregou 19 unidades modulares encomendadas pela prefeitura de Volta Redonda (RJ) para a implantação de uma Vila Tecnológica.
Modulares, as casas possuem variações, opções em plantas de distribuição interna e formas de montagem. Produto biodegradáá© vel, dispensa o uso de madeira, diminuindo assim o impacto sobre o meio-ambiente.
A tecnologia desenvolvida pela CSN é para habitações unifamiliares, com até dois andares. O material básico é o aço galvanizado - as chapas duplas para as paredes foram um sanduíche, com isolante no meio, em lã de vidro, oferecendo segurança e mais conforto térmico e acústico.
Encaixadas uma às outras, com parafusos auto-atarraxantes ou rebites, as paredes são revestidas externamente com placas de vinil antifogo e em várias cores, dispensando a pintura posterior. O acesso às instalações hidráulica e elétrica é realizado através da fácil remoção das placas e o revestimento interno é de gesso acartonado. Com a base em concreto (na qual as placas são chumbadas), a cobertura da Casa de Aço é adaptável a qualquer tipo de produto existente no mercado; assim como pisos e forros.
‘‘Num conjunto habitacional de 2 mil casas, constrói-se uma habitação completa, de 54 metros quadrados, em nove dias’’, garante a engenheira de desenvolvimento de mercado da CSN, Sandra Travassos. Segundo ela, uma equipe total de 26 pessoas é capaz de construir 40 casas, com as mesmas dimensões em 30 dias. ‘‘O custo, dependendo do tipo de piso e outros acabamentos, pode variar de R$ 250 a R$ 350 o m2. Ou seja, uma unidade de 54 m2, que consome 2,5 toneladas de aço, custa em torno de R$ 13.500,00, o preço de um veículo das faixas mais baixas do mercado’’.
A CSN pretende repassar a tecnologia a construtoras credenciadas em todo o país, fornecendo, além das chapas, assistência técnica, manual de montagem e treinamento de mão-de-obra. ‘‘Estaremos formando o que se poderia chamar de carpinteiros metálicos, a mão-de-obra do próximo milênio’’, diz a engenheira.
Preparando-se para um mercado que prevê que possa expandir, a CSN está planejando três linhas de produção de aço galvanizado: a CSN Sul, aqui no Paraná, que deve produzir telhas; uma unidade no Ceará e outra na região Centro-Oeste. O objetivo é incrementar a produção atual de chapas, de 700 mil toneladas ano, para atingir em 2005, a marca de 1,5 milhão de t/ano.
A estratégia da CSN para incrementar os canteiros, com obras residenciais em aço, é sensibilizar administrações municipais preocupadas com o déficit de moradias para populações de baixa renda. ‘‘Em cinco anos queremos ter desenvolvido na construção civil uma nova cultura: a cultura do aço galvanizado’’, ressalta Sandra Travassos.

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