Em junho de 2007, o Rio de Janeiro vai se tornar o centro de atenção dos acontecimentos esportivos em todos países da América, como país-sede dos Jogos Pan-Americanos 2007. O principal cenário desse acontecimento será o Estádio Olímpico João Havelange, que está sendo construído no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.
Os números impressionam: são 117 mil metros quadrados de construção; 4,2 mil toneladas de estrutura metálica; 40 mil metros cúbicos de concreto; 3,6 mil toneladas de aço e 21 mil metros de pista e campo. A capacidade é de 45 mil espectatores, podendo ser ampliado para receber 60 mil posteriormente.
A ousadia dos engenheiros e arquitetos responsáveis pela obra também impressionam. O estádio tem um projeto inédito: quatro arcos de aço com até 220 metros de vão e altura de 70 metros, equivalente a um prédio de 20 andares, sustentam 25 mil metros quadrados de cobertura. Outra inovação são os quatro grandes acessos independentes, que possibilitam com que torcidas rivais entrem e saiam das arquibancadas sem se encontrarem.
Para o arquiteto fluminense Carlos Henrique Ribeiro Porto, que idealizou a obra em parceria com o arquiteto carioca Gilson Ramos dos Santos, os estádios estão se tornando grandes ícones de suas cidades. ''O esporte é o rock and roll dos anos 2000'', diz, ressaltando que esse interesse da população transforma os estádios em arquiteturas de maior visibilidade do mundo. ''As Olimpíadas, por exemplo, serão vistas por 6 bilhões de pessoas. Não tem uma estrutura que tenha essa visibilidade'', diz.
Para obras dessa dimensão, o engenheiro civil Jeferson Luiz Andrade, que constrói a obra em parceria com o engenheiro civil Flávio Correia D'Alambert, acredita que não há um material mais adequado do que o aço, ''pelas possibilidades de formas e de criação''.
Além da concepção estrutural, o arquiteto Gilson dos Santos salienta a preocupação com conforto e segurança, necessárias em um projeto desse porte. Regras da Federação Internacional das Asociações de Atletismo prevêm, por exemplo, que em situação de emergência o estádio possa ser esvaziado em no máximo 11 minutos.
Com custo de R$ 220 milhões, pagos pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o Estádio Olímpico João Havelange é, na verdade, um projeto antigo dos profissionais. Uma primeira versão foi apresentada em 1995, quando o Brasil disputava ser sede das Olimpíadas de 2004. Dez anos depois, de acordo com Porto, o projeto recebeu inovações, e promete ser um marco na paisagem do Rio de Janeiro. ''Em dia de jogos, a população verá de longe os arcos, com 70 metros de altura, e uma iluminação monumental'', diz.

mockup