ABCP dá treinamento em escolas
Da Redação
A Associação Brasileira de Cimento Portland-ABCP quer difundir definitivamente o sistema de pavimentação de concreto em estradas. Para isso está incluindo o assunto como disciplina nas escolas e faculdades de Engenharia e Arquitetura do País. A ABCP garante que o sistema apresenta custos competitivos, baixa manutenção e durabilidade três vezes maior que a do asfalto.
O aumento da demanda pelo pavimento de concreto exigiu profissionais especializados, e a ABCP começou a investir na formação de mão-de-obra, em parceria com as instituições de ensino.
Com 16 horas de aula, o curso - para professores e alunos - é ministrado por técnicos da ABCP, que explicam sobre os materiais empregados, equipamentos, tecnologia, projeto e dimensionamento do pavimento. No convênio entre a ABCP e a escola interessada, a associação oferece o primeiro curso e todo o material didático, sem qualquer custo. Em contrapartida, a instituição se compromete a incluir a matéria em seu currículo e, a partir do ano seguinte, ministrá-lo com seu próprio corpo docente.
O primeiro evento sobre pavimento de concreto para universitários aconteceu em outubro do ano passado, na Escola de Engenharia de Lins (SP). De lá para cá, 45 escolas de Engenharia de todo o Brasil participaram do curso. Só em São Paulo, 17 convênios foram assinados, e 12 estão em andamento.
A procura pelo curso foi tão grande que nos surpreendeu. Agora, estamos treinando mais técnicos da ABCP para ampliar o atendimento às escolas, diz Ronaldo Vizzoni, gerente do Escritório Regional da ABCP-SP. Além de repassar todas as informações técnicas, complementa, o curso tem como objetivo provar e convencer que o pavimento de concreto é competitivo técnica e economicamente.
As pistas marginais da via Dutra, nas proximidades do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos-SP, são citadas como exemplo. Elas estão entre as primeiras estradas onde a concessionária, a NovaDutra, adotou o sistema de pavimento de concreto. Um estudo da ABCP, com base em critérios internacionais, avalizados pelo Banco Mundial, mostrou que o custo inicial do trecho da Dutra (quatro quilômetros) era praticamente igual ao da opção pelo asfalto.
O que convenceu a concessionária foram os custos com a manutenção (13% do que seria necessário no caso do asfaltamento da pista). O resultado final, englobando o custo da obra, manutenção e operação, foi, segundo a ABCP, 62% mais baixo que o do pavimento asfáltico.





