‘‘No movimento de modernização da indústria brasileira e mundial, em que a construção civil está inserida, os avanços no campo da tecnologia e da gestão da qualidade de processos têm sido fatores impulsionadores da competitividade empresarial, seja entre construtoras ou entre os profissionais do setor - arquitetos e engenheiros’’. A análise da importância de implantação dos sistemas de qualidade como principal ferramenta tecnológica, será abordada por um dos maiores especialistas da área para o setor da indústria da construção civil no Brasil, o doutor em engenharia Roberto de Souza, durante a palestra de abertura da 1ª Jornada de Tecnologia, promovida pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina.
Diretor do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), Roberto de Souza foi quem implantou, ainda em 1995, uma metodologia específica da gestão qualidade para profissionais e empresas do setor da construção civil. Destacando alguns dos principais fatores que induzem à necessidade do ingresso ao processo de modernização organizacional e inovação tecnológica para a indústria da construção, o consultor evidencia o aumento do nível de exigência do cliente - ‘‘quer mais qualidade por um menor preço’’ - , a acentuada concorrência - ‘‘consequência natural da exigência do consumidor’’ -, e a introdução, no mercado nacional, de sistemas construtivos avançados - ‘‘em ritmo frenético,
em momento de globalização.’’
E quando a questão é como conhecer, absorver e aplicar as novidades tecnológicas? Souza responde de maneira enfática. ‘‘Apenas os sistemas de qualidade são os instrumentos de encaixe para a perfeita aplicação dessas novidades. É, através da modernização organizacional, que nossos profissionais e empresas conseguirão estabelecer novos parâmetros de crescimento, seja em formas de gerenciamento, em sistemas construtivos em investimentos tecnológicos.’’
Roberto Souza diz ainda que para a coesão destes parâmetros é preciso estar atento à necessidade de formação também da gestão comportamental. ‘‘A gestão dos seres humanos da empresa como seu grande diferencial competitivo. Uma gestão que permita um alto grau de motivação e comprometimento dessas pessoas, tornando-as criativas e flexíveis e permitindo a formação de equipes de alto desempenho’’.
‘‘Desta forma, conclui o consultor, o diferencial competitivo das empresas virá não apenas do investimento em tecnologia e em gestão de processos, mas também do investimento e domínio da gestão das pessoas. A motivação de quem produz e o comprometimento com o sucesso é que fazem a diferença’’. (Ligia Barroso)

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