Entrelaçar fios de seda, algodão ou linho e criar tecidos tramar exige paciência, habilidade e sabedoria. Talvez por isso seja uma atividade tradicionalmente feminina. Talvez por isso, tramar também signifique arquitetar, elaborar, pensar.

A fabricação de fibras têxteis remonta ao período pré-histórico, quando materiais como gramíneas, juncos e canas, eram utilizados para a fabricação de telas, cestos, redes de pesca, tapetes e cordas. As fibras têxteis são transformadas em fios através da fiação, e os fios originam os tecidos através da tecelagem.

A arte de tecer, um dos mais antigos ofícios de que se tem conhecimento, ganhou sofisticação com o passar dos tempos. Algodão, lã e seda passaram a ser utilizados por volta do terceiro milênio antes de Cristo. No final do século 19, surgiram as primeiras fibras manufaturadas, os raions, obtidos a partir de celulose natural. Na década de 30, foi a vez das fibras sintéticas, como os náilons e poliésteres acrílicos.

O aperfeiçoamento dos equipamentos de tecelagem, rodas de fiar e teares, aconteceu durante a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, na Europa, quando se procuravam mecanismos mais produtivos que a ''limitada'' capacidade humana.

No Brasil, a atividade trazida pelos colonizadores portugueses, ganhou características próprias. Em Minas Gerais, uma das regiões brasileiras que melhor absorveu a arte de tecer manualmente, as mulheres, enquanto teciam, nomeavam suas tramas de acordo com o desenho que produziam daminha, pilão, escama, dados, sem destino, ou mesmo com seus próprios nomes. Eram as mãos traduzindo os pensamentos em tramas e tecidos.

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