A mais antiga peça de cerâmica chinesa conhecida é um vaso pintado em cores escuras, com desenhos abstratos. O vaso data de 2 mil anos a.C. Com base nesta data, historiadores acreditam que os fenícios e a Grécia antiga foram buscar no Oriente a técnica para fazer suas porcelanas. Nos dois povos, a cerâmica foi direcionda principalmente para objetos decorativos – era uma arte.
Passaram-se centenas de anos até a porcelana chinesa alcançasse a alta qualidade. Esta arte só começou a tomar forma por volta de 200 a.C. E as formas mais harmoniosas e os mais belos esmaltes nasceram entre os anos de 960 e 1279, durante a dinastia Sung. Os primeiros desenhos florais aparecem entre 1368 e 1644, durante a dinastia Ming, quase sempre com o fundo branco. Mas o tema ganhou força com a Família Rosa, durante o reinado de Yung Cheng (1723-35), consequência de uma forte influência do gosto europeu.
A China é longe ainda hoje, mas para aquela época a viagem (ida e volta) envolvia tempo (vários anos) e riscos enormes (tempestades e piratas). Por isto, as porcelanas eram tão caras que só as famílias nobres e de comerciantes ricos podiam tê-las. Por volta do século XVIII, com o domínio do knou how chinês, a mesma porcelana começou a ser feita nos países importadores, principalmente em Portugal, França e na Inglaterra. Mas, mesmo assim os preços não caíram.
Com a industrialização nasceu a porcelana mais rústica, voltada para atender o ‘‘povo’’. Mais pesada e com menos qualidade estas louças ganharam o mercado e evoluíram com a exigência de todo tipo de consumidor. Como na moda do vestir, ao longo do tempo, os motivos (temas) da porcelana seguiram as têndências e estilos de cada época. Na época do rei Luiz XIV, por exemplo, os serviços de pratos tinham imagens de donzelas e paisagens européias no centro. Ainda na época dos grandes reinados e dos jesuítas surgiram os jogos personalidades com os brasões dos nobres e reis.

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