Novos significados e sentidos para a arte de iluminar foi dessa maneira que os arquitetos da 7 Mostra de Decoração & Interiores (MD&I) de Londrina encontraram soluções, criativas, para a iluminação dos ambientes. Adaptação de pendentes, focos dirigidos de luz, luminárias diferenciadas, iluminação embutida, estão entre os recursos utilizados.
Na sala de jantar, ambiente criado pelos arquitetos Marcos Maia e Gilmar Mazari, a função da iluminação foi dar um ar aconchegante. ''Conseguimos isso principalmente com o uso da luz amarela'', explica Maia. A iluminação central vem de um lustre de pergaminho de design marcante. Próximo ao aparador, os arquitetos utilizaram uma luminária pequena com luz focada para o aparelho de som. ''É um objeto compositivo, que cria volume e dá efeito cênico por causa da luz dirigida''.
Ao lado do aparador na sala de jantar, uma luminária alta, desenhada pelos arquitetos, chama a atenção. ''A peça tem presença marcante, parece um guardião'', ressalta Maia. E a preocupação com a iluminação não pára por aí. Nas janelas, a iluminação embutida valoriza as esculturas.
No quarto da moça, as arquitetas Adriana Canezin e Mariza Pashemshy, criaram uma solução inusitada. Embutido no gesso rebaixado, um cordão luminoso na cor azul dá uma nuance de luz ao quarto. Mas, são os pendentes adaptados a grande atração. Unitários, em duplas ou trios, todos eles saem de um fecho central. Os próprios fios têm efeito decorativo, formando uma ''tenda''. ''Os pendentes podem ser puxados e trocados de lugar, mudando o foco de iluminação'', explica Adriana.
No banheiro de apoio, ambiente criado pelos arquitetos Alessandro Cavalcanti e Ricardo Makhoul, o forro de gesso foi rebaixado para que eles pudessem trabalhar melhor a iluminação e ''driblar'' a deficiência de apenas um ponto de luz. Na pia, os arquitetos usaram uma luminária estilo plafon, de vidro jateado, e no box, outro spot direcionando a luz. ''Quisemos criar um clima de intimidade'', disse Makhoul.
Na adega do home office, ambiente das arquitetas Juliana Fernandes Meda e Cláudia Grassano Ortenzi, o charme fica por conta das arandelas de pergaminho, costuradas nas laterais. ''Elas lembram bastante luminárias antigas, fornecem uma luz leve e amarelada, que é aconchegante, e além disso são requintadas, ideais para um ambiente de adega'', explica Juliana.
Na cozinha, a arquiteta Emanuella Faria não utilizou iluminação central. Uma das atrações é a delicadeza da luminária de metal direcionada para a mesa de refeições.

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