A delicadeza das mãos femininas invade o canteiro de obra
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Reportagem Local 
Criada em função da expansão do mercado imobiliário e com o objetivo de suprir a falta de mão de obra gerada pelo crescimento do setor, a Escola da Construção Plaenge realizou na última terça-feira, em sua Central de Apartamentos Decorados, a formatura da turma que acaba de concluir o curso de iniciação para Azulejista.
O curso é o primeiro da escola voltada apenas para mulheres. Vinte e duas se inscreveram e 19 se formaram. Dessas, 18 serão contratadas pela construtora. A 19ª será constratada por um dos empreeiteiros da Plaenge.
O curso foi muito bom. Saber que tenho emprego garantido é melhor ainda, comentou Gisleine Silva, que antes trabalhava como costureira.
A ideia de fazer o curso foi do próprio marido dela, o ferramenteiro Nilson da Silva, que também trabalha na construtora.
A Gisleine trabalhava com costura e sempre foi muito caprichosa. Achei que poderia dar certo ela trabalhar como azulejista, que é uma função que exige atenção e muito capricho. Felizmente deu tudo certo, conta Nilson.
Segundo a gerente de Recusos Humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, cada vez mais as mulheres ganham espaço em diferentes atuações no mercado de trabalho.
Na construção civil
não tem sido diferente. Especificamente, atuar
como azulejista exige cuidado, atenção a
detalhes e muito esmero.
Ou seja, é uma atividade apropriada para as mulheres, aponta ela.
As experiências que tivemos com mulheres exercendo este tipo de atividade foram muito positivas, avalia
a gerente.
Escola existe há dois anos
A Escola da Construção nasceu de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Plaenge.
Criada há dois anos e localizada na Gleba Palhano, a escola teve em seu curso inaugural doze alunos para formação de pedreiro, assentador e rebocador. Do início de suas atividades até hoje, a escola já formou 50 alunos, que receberam o certificado do Senai.
Os cursos da escola são gratuitos, com aulas diárias das 18 às 21 horas. A carga horária varia conforme o curso e as aulas são teóricas e práticas.
O mercado exige cada vez mais que as empresas se preocupem com o conhecimento de seus funcionários. Então surgiu a idéia de montar um local para oferecer qualificação e formação para quem deseja ingressar na construção civil, conta Luciana Siqueira.
Ela explica que a escola tem uma programação que atende a demanda interna da Plaenge e também oferece cursos de formação aberto à comunidade.
De acordo com o coordenador de educação
do SENAI, Roberto Oliveira, os resultados obtidos
pela escola são altamente positivos.
O mercado está aquecido e cada vez mais atrativo. Com o passar dos anos, a carência de mão de obra vai sendo suprida por meio de treinamentos executados, conclui Oliveira.


