A cooperativa e seu funcionamento
A CCORRETO criará um banco de ofertas imobiliárias em que os corretores associados poderão deixar o registro dos imóveis angariados que serão oferecidos por todos os demais profissionais ligados à cooperativa. Este banco de dados estará disponibilizado, on line, em todos os escritórios da cooperativa espalhados pelo Brasil. Na maior parte dos estados, as estruturas de venda funcionarão junto aos Conselho Regionais de Corretores de Imóveis (Crecis) e suas delegacias.
''A parceria entre a CCORRETO e os Crecis trará benefícios para as entidades representativas dos corretores de imóveis, pois o estatuto da cooperativa destina um por cento do valor de todas as cotas vendidas para o fortalecimento das instâncias de representação, que são os conselhos, sindicatos e associações de corretores'', explica o presidente do Creci-PR, Alfredo Canezin, um dos sócios fundadores da cooperativa que foi constituída em uma assembléia realizada em 14 de setembro na capital paranaense.
A convicção no sucesso do empreendimento, segundo João Teodoro, está alicerçada em três pilares básicos: primeiro, a credibilidade que conferida à iniciativa pelo respaldo garantido pelas entidades de representação como o Cofeci e os Crecis dos diversos estados; segundo, pela competência dos profissionais que trabalharão nas vendas e são profundos conhecedores no mercado imobiliário; e terceiro, pelas vantagens garantidas ao comprador.
Ele exemplifica: ''Um consórcio no valor de R$ 50 mil para compra de uma casa, em prazo de 120 meses, resultará em uma prestação de R$ 600,00, bem inferior ao que seria cobrado pelos financiamentos bancários convencionais. Neste valor já está incluída a taxa de 20% cobrada pela administradora, e que não será alterada no caso da CCORRETO''.
Segundo o presidente da cooperativa, este percentual de 20% de taxa de administração é que terá um destino diferente. ''A administradora ficará com uma parcela destes recursos e a CCORRETO receberá o restante, garantindo melhor remuneração aos profissionais.'' Os corretores receberão uma comissão de 5%, mais do que o dobro do valor pago normalmente, divididos da seguinte maneira: 2% no ato de compra da cota pelo cliente e 3% constituindo uma carteira nominal para cada profissional, com depósitos mensais ao longo de dez anos, que é o prazo dos contratos.
''Dependendo da produtividade de cada corretor, em pouco tempo ele poderá ter uma espécie de salário mensal que servirá, inclusive, como um seguro de vida pois mesmo na falta deste profissional, sua família continuará recebendo os rendimentos pelo prazo de vigência do contrato'', explicou o diretor de operações da cooperativa, Luiz Celso Castegnaro.
O corretor ganhará em várias etapas do processo: na venda da cota do consórcio, na venda posterior do imóvel ao cliente contemplado com a carta de crédito, na venda de cotas de desistentes e ainda receberá antecipadamente as comissões mensais. caso seu cliente dê lances no grupo. ''Temos certeza que a ampliação de negócios favorecida pela modalidade de consórcio, permitirá também que o profissional aumente sua carteira de transações convencionais, pois estará em contato permanente com um número maior de compradores e vendedores'', disse Wenceslau Vitulskis Filho, diretor administrativo-financeiro da cooperativa. (L.B.)





