2007 é promissor para o mercado imobiliário
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domingo, 17 de dezembro de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A julgar pelos resultados obtidos em 2006 e a continuidade da gestão na esfera federal, o próximo ano é auspicioso para a construção civil. A previsão é de Junker Grassiotto, presidente do Sinduscon/Norte. Segundo ele, há consenso político sobre a necessidade de investimentos no setor, ''que é uma peça importante no desenvolvimento do País''. ''Quanto mais aquecido ele estiver, mais empregos serão gerados, mais dinheiro circulará no mercado e mais ânimo tomará conta da economia. É um círculo vicioso que beneficia, ao mesmo tempo, diversos setores da sociedade'', defendeu o empresário.
O incremento nas linhas de financiamento imobiliário e as novas regras criadas para a construção civil estimularam a agressividade das incorporadoras. Na prática, isso significou aumento na oferta de produto para todas as faixas econômicas. ''O maior exemplo é a quantidade de casas disponibilizadas pela Cohab. Enquanto as construtoras lançam centenas de unidades durante o ano, essa estatal oferece milhares de residências. A diferença é o marketing gerado em torno dessas iniciativas'', acrescentou Grassiotto.
Nos 119 municípios abrangidos pelo Sinduscon/Noroeste, com sede em Maringá, o cenário em 2006 também foi positivo. No entanto, ambos diferem em relação à expectativa para o próximo ano. Na região de Londrina, uma pesquisa encomendada pelo Sinduscon/Norte e Sebrae, aponta um crescimento na oferta de moradias, especialmente em condomínios verticais. Para Grassiotto, isso é consequência do saturamento na demanda por empreendimentos horizontais.
Na região Noroeste, a estimativa é que 2007 seja o ano do consumo dos lançamentos feitos no período anterior. Conforme Adolfo Cochia Júnior, presidente do Sinduscon/Noroeste, mesmo os empreendimentos produzidos em sistema de condomínio, considerados de baixo custo, diminuirão o ritmo. ''A crise do agronegócio diminuiu o poder aquisitivo dos potenciais compradores que, ainda nos próximos meses, terão uma grande oferta de imóveis'', justificou.


