Rio, 30 (AE) - O zoólogico do Rio ganhou dois macacos machos Muriquis (Brachytelles Aranchoides), os maiores macacos das Américas. Os Muriquis, de 8 e 15 anos, atingem até 60cm de comprimento, 80cm de cauda e têm peso médio de 15kg. Eles são encontrados apenas na região de Mata Atlântica do Sul da Bahia até São Paulo e estão ameaçados de extinção em decorrência da devastação da mata. Além do zoológico do Rio, a espécie é encontrada apenas no zôo de Curitiba.
Os dois machos foram transferidos do Centro de Primatologia da FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambinete), em Parada Modelo, município de Magé, no interior do Estado, onde há mais sete exemplares. Segundo o biólogo Valdir Ramos Júnior, eles ficaram em quarentena por quinze dias e foram levados para o setor de mamíferos, onde vão ficar na mesma jaula. Ele disse que os macacos são saudáveis e cada um deles come 5 quilos de frutas e verduras por dia.
"É importante trazer exemplares de Muriquis para mostrar as pessoas como é importante preservar a Mata Atlântica", afirmou Ramos. De acordo com o biólogo, a Reserva Carlos Botelho, no Sul do Estado de São Paulo, é o único lugar onde a espécie ainda vive em liberdade. Lá, existem entre 700 e 800 Muriquis.
Em Tupi-guarani, Muriqui significa gente vagarosa. A espécie ganhou este nome porque se movimenta lentamente usando os braços e a cauda para passar de uma árvore à outra. O uso da cauda faz do Muriqui uma espécie pertencente à classe dos Braqueadores, da qual também faz parte o Macaco-Aranha. Os Muriquis também são conhecidos como Monos Carvoeiros, por terem a face, mãos e pés negros. Eles não são agressivos, têm periodo de gestação entre sete a oito meses e são promíscuos.

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