Zôo tenta salvar filhotes de lobo-guará
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Maura Campanili<br> Agência Estado 
São Paulo - Uma fêmea de lobo-guará, espécie brasileira ameaçada de extinção, deu à luz quatro filhotes no Zoológico Municipal de Curitiba no início do mês, mas aceitou apenas um, abandonando os demais logo após o nascimento. Com a morte de uma das crias com poucos dias de vida, veterinários e biólogos tentam salvar os outros dois filhotes que ficaram na incubadora do Passeio Público.
Além da alimentação à base de leite, proteína e vitaminas, através de mamadeira, os filhotes recebem estímulos que ativam as funções fisiológicas. A sobrevivência dos lobinhos ainda é uma incógnita. Segundo a bióloga Maria Lúcia Faria Gomes, diferente do que ocorre na natureza, é comum animais de zoológico abandonarem as crias. ''São vários os fatores responsáveis por esse comportamento, mas a causa principal é o stress'', disse.
O pai dos filhotes passou pelo mesmo processo dos filhos. Foi criado na mamadeira pelos funcionários e vive hoje no Zoológico Municipal. A mãe foi encontrada com apenas três meses, em uma fazenda do município de Tibagi, interior do Estado. Chegou ao zôo debilitada, com lesões na pele e sem movimento nas patas dianteiras, precisando de meses de tratamento para se recuperar. No momento, está com o filhote que aceitou em um recinto isolado.
O lobo-guará é a maior espécie de canídeo da América do Sul, chegando a medir 1,25 m de altura e pesar mais de 25 quilos. No Paraná, sua ocorrência natural é na região dos Campos Gerais. A espécie está ameaçada de extinção por causa da caça predatória e agricultura extensiva, que acaba com o seu hábitat natural.


