Zona Sul rejeita presos provisórios na PEL
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Moradores dos jardins Acapulco e Del Rey (Zona Sul) recorreram ontem à Câmara de Vereadores para tentar impedir a transferência de presos provisórios para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
A medida foi anunciada na semana passada pelo juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto Ferreira do Valle, e pelo secretário de Estado de Justiça, Jair Braga, em uma reunião que definiu a inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), também na Zona Sul, em março. Com a nova unidade prisional, a PEL e a Casa de Custódia (CCL), passarão a atender somente presos provisórios.
''A penitenciária está com tudo funcionando. Não queremos que coloquem um cadeião lá pela segurança do local e da região. Sabemos que é um problema sério. Creio que podemos contra com o apoio de toda sociedade'', argumentou um dos membros da Associação de Moradores dos Jardim Acapulco e Del Rey, Renan Correia de Oliveira. Além disso, Oliveira estima que a medida trará uma desvalorização imobiliária para a região de até 20%.
O documento entregue aos vereadores também menciona um ''acordo verbal'' firmado por representantes das administrações municipal e estadual com os moradores, há mais de dez anos, em que teria ficado acordado que não seria instalada em definitivo uma prisão provisória no local.
'Quando da criação da Prisão Provisória foi acertado que o bairro suportaria temporariamente esta solução para os presos e tão logo estivesse construída a Casa de Custódia, a unidade deixaria de funcionar. O que foi cumprido pelo governo, e trouxe grande alívio para os moradores da região. Só queremos que o Estado cumpra suas promessas para com o povo, cumpra a legislação que determina que estas unidades fiquem fora dos centros urbanos, e que continuemos a ter paz na nossa região'', diz trecho do documento.
O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) - que fazia uma visita à Câmara - confirmou a existência do acordo. ''Eu era prefeito na época e esse acordo previa que não teria ali a prisão provisória. Vou encaminhar uma solicitação ao secretário de Justiça, para que esse acordo, mesmo que verbal, seja mantido'', disse. ''Quero ainda ouvir o secretário. Até onde eu saibam essa é uma visão do juiz e não é ainda definitiva.''
Os vereadores que integram a Comissão Permanente de Segurança Pública deverão se reunir com o juiz da Vara de Execuções Penais na próxima segunda-feira.


