Zona Franca voltará a produzir brinquedos
Manaus, 22 (AE) - Depois de amargar um período negro por causa da importação de brinquedos, a indústria nacional do setor reage e investirá pesado em publicidade e em lançamentos de novos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus - que já foi responsável pela produção de 52% do mercado brasileiro. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, nos próximos dias a fábrica da Estrela inicia em Manaus a produção de carrinhos de bebê, da boneca italiana Ticco Bello, de roupas de bonecas e de radiocontrole. O investimento é de US$ 100 mil com a criação, no pico da produção a partir de setembro, de 501 empregos.
"Investiremos R$ 20 milhões em publicidade porque quem manda no mercado é o consumidor. E será ele que vai escolher se quer manter os empregos da indústria brasileira", disse Costa, destacando que a entrada dos produtos importados no Brasil fez a indústria de brinquedos nacional demitir, em 1994, 17 mil pessoas.
Para Synésio Costa, hoje a indústria nacional vive um outro momento. "Naquele ano fomos ao chão", disse. "O aumento do imposto de importação dos brinquedos, de 30% para 70%, nos deu oportunidade de agir e buscar qualidade e produtividade além de retomarmos o mercado."
Na retomada do mercado nacional, as indústrias de brinquedos vão receber novos incentivos da Superintendência da Zona Franca. O superintendente Antonio Sergio Melo anunciou hoje em reunião com Synésio Costa o incremento de empregos e de exportações.
Além dos incentivos fiscais as indústrias serão incentivadas por meio do programa de exportações (Pexpan). "A Suframa vai investir na verticalização da produção para criar mais um pólo e exportar daqui a produção de brinquedos para a América Latina", disse Sérgio.
Segundo Synésio, as indústrias de brinquedos situadas em São Paulo estão atraídas pelos incentivos da Zona Franca. Pelo menos 10 indústrias acenam em transferir a linha de produção para o distrito industrial. "Estamos cansados dos problemas com transportes, mão-de-obra e sindicatos", disse Costa.





