Harare, 15 (AE-AP) - Grupos de veteranos da guerra da independência do Zimbábue começaram ontem (14) à noite a deixar algumas das cerca de mil fazendas da minoria branca, cuja invasão causou uma grave crise no país.
Mas, apesar das retiradas, o líder dos ex-combatentes, Chenjerai "Hitler" Hunzvi, insistiu hoje que as ocupações continuarão, rejeitando o apelo do vice-presidente Joseph Msika.
Dirigindo-se a cerca de mil veteranos negros reunidos na capital, Hunzvi insistiu que as invasões só serão suspensas se receber uma ordem direta do presidente Robert Mugabe, que está fora do país.
A polícia local continuou hoje a recusa a obedecer à ordem emitida na quinta-feira pelo Tribunal Superior da capital de retirada dos ocupantes das terras de fazendeiros brancos. Em lugar disso, foi montada uma maciça operação de segurança na capital zimbabuana.
Policiais ergueram barricadas nas ruas que levam ao centro da capital e vasculharam carros e ônibus em busca de armas, enquanto helicópteros faziam a vigilância aérea. A polícia antimotim também foi acionada. A operação causou congestionamentos, deixando centenas de veículos parados nas principais ruas que levam ao centro, onde ex-militantes da guerra de libertação do Zimbábue reuniram-se no quartel-general do partido governista para ouvir um pronunciamento de Hunzvi, líder da Associação de Veteranos da Guerra Nacinal de Libertação
grupo que tem comandado as invasões de terra.
A polícia tem argumentado que conta com contingente e equipamento insuficientes para combater as invasões de terra.

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