Zico defende apuração de denúncias de bingos
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sexta-feira, 22 de outubro de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 23 (AE) - O ex-jogador de futebol Arhur Antunes Coimbra, Zico, defendeu hoje a apuração das denúncias existentes em relação aos bingos. "O órgão máximo do esporte tem que apurar as denúncias a todo custo para que as coisas se tornem limpas", disse o jogador, durante a inauguração de uma franquia do Centro de Futebol Zico, em Brasília. Ele se disse "entristecido" ao ver que os "órgãos fiscalizadores vêem coisas, mas ninguém é punido".
Na quinta-feira, o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, anunciou a proibição do uso de máquinas eletrônicas de jogos no País, incluindo os chamados videobingos e caça-níqueis, porque havia dúvidas sobre se os aparelhos são considerados jogos de azar. O ministro também disse que iria apurar denúncias da ação da máfia italiana no Brasil. Greca achava, porém, que a adoção de medidas saneadoras podem acabar com a suposta ação.
"Perdi meu tempo vindo aqui para falar em CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)", queixou-se hoje Zico. "Nada se resolveu", disse ele. "Agora, surgem essas novas denúncias, e eu lamento que a impunidade ainda persista no nosso País", afirmou o ex-jogador.
Autor de uma lei que foi a base da atual legislação esportiva, Zico lembrou não ter incluído em seu texto original autorização para bingos. "No meu anteprojeto não tinha nada sobre bingos", afirmou.
Zico disse ter estudado o assunto, mas decidiu não inclui-lo no anteprojeto por considerar que os dirigentes não estavam preparados para utilizar os recursos arrecadados. "Consideramos que as pessoas que estavam dirigindo o esporte não tinham mentalidade voltada para que esses recursos fossem diretamente aplicados onde deveriam", afirmou o ex-jogador.


