Santos, SP, 13 (AE) - O zelador Luiz Fernando da Silva Gonzalez, acusado de ser o autor intelectual do sequestro do despachante aduaneiro Sidney da Silva Calabrez, de 57 anos, e de sua filha, Cristiane, de 14, na segunda-feira (11), em águas de Lindóia, já está preso no 5º Distrito Policial de Santos, litoral paulista. Ele foi transferido ontem para a Baixada Santista. Gonzalez, zelador do prédio onde o despachante tem um apartamento de temporada em águas de Lindóia, onde ocorreu o sequestro, nega participação no crime.
Também está preso em Santos Renílson Braga de Santana. Preso em flagrante na madrugada de ontem, Santana confessou ser o autor do crime e disse que pretendia receber R% 200 mil com o sequestro. Ao ser detido, Santana portava um revólver Taurus 38 e uma bomba de fabricação caseira. Apesar das negativas do zelador, o delegado Francisco Garrido, do 1º DP, não acredita que Santana tenha agido sozinho. Ele espera concluir o inquérito policial até quarta-feira e entrar com pedido de prisão preventiva contra Gonzalez. Sequestro - O sequestro teve início quando o despachante retornava de um passeio com a filha, por volta das 21h30 de segunda-feira. Ao chegar no prédio, ele foi abordado pelo zelador que o informou que uma pessoa queria conversar com ele sobre um "serviço". Quando chegou ao apartamento, Calabrez deparou-se com a esposa já imobilizada por Santana. O criminoso pretendia sequestrar a filha do casal, mas disse que com o pagamento de R$ 200 mil desistiria. O despachante convenceu o rapaz a desistir do sequestro, argumentando que conseguiria parte do dinheiro no cofre que mantinha no apartamento de Santos.
O sequestrador concordou e, dirigindo o Vectra do despachante, seguiu para a Baixada Santista com Calabrez e sua filha. Avisada, a Polícia de Santos realizou um cerco, libertou o despachante e sua filha e prendeu o executor do sequestro, no momento em que o veículo se aproximava do apartamento das vítimas. A equipe de investigadores do 1º DP apurou que Gonzalez mora em Santos e foi indicado para trabalhar como zelador pela própria vítima.

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