A polêmica em torno da disputa judicial sobre os reajustes salariais dos servidores do Poder Judiciário voltou a crescer na última semana, após divulgação de uma nota do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Sydney Zappa, sobre o assunto. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus) discordou de diversos pontos do texto e decidiu distribuir nota de esclarecimento para marcar a sua posição sobre os fatos.
Assinado pela coordenadora geral do Sindijus, Rosely do Carmo Colussi,o texto destaca que o direito a uma diferença salarial correspondente a 53,06% foi conseguido após 13 sentenças que deram ganho de causa ao funcionalismo. O documento destaca que o Sindijus-PR, buscou uma negociação com o poder público, chegando a admitir o parcelamento do crédito, no índice de 30,74%. Entretanto, a nota destaca que ôpor intervenção direta do presidente do Tribunal de Justiça, todavia, a composição não chegou a se concretizar#. 
O texto lembra que o acordo proposto pelo TJ ôimpôs àqueles que o assinaram renúncia a parte significativa do direito conquistado em juízo. Sobre a ôpercepção dos valores atrasados#, o texto coloca que os trabalhadores que aderiram ao ôacordo# não têm a certeza de que vão receber o seu crédito. ôO documento, elaborado unilateralmente pelo Tribunal de Justiça, não define critérios de cálculo, e é omisso quanto à incidência de correção monetária no período que vai de junho de 1992 a fevereiro de 1994, alerta a nota. 
A nota do Sindijus afirma que ôem nenhum momento a administração respeitou o livre arbítrio do funcionalismo. Ao contrário, tudo fez para pressionar a categoriaô. O texto discorda da alegação de Zappa de que a responsabilidade do processo é o governo do Estado. Para o Sindijus, a responsabilidade pelo pagamento da dívida é conjunta aos Poderes Executivo e Judiciário.

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