Moscou, 21 (AE-AP) - O presidente da Rússia, Boris Yeltsin, renomeou vários membros-chave de seu antigo governo para um novo gabinete e nomeou um polêmico oficial de polícia como novo ministro do Interior.
As nomeações ocorrem na esteira da crise política que se iniciou na semana passada quando Yeltsin demitiu todo o seu gabinete. Depois disso, o presidente venceu um voto de processo político e, na quarta-feira, triunfou com a aceitação pelo Parlamento de Sergei Stepashin, seu indicado para o cargo de primeiro-ministro.
Antes de deixar Moscou para desfrutar de uma semana de férias no sul do país, Yeltsin assinou decretos reapontando para seus postos o ministro da Defesa Igor Sergeyev, o ministro das Relações Exteriores Igos Ivanov, o ministro das Situações Emergenciais Sergei Shoigo e o ministro da Justiça Pavel Krasheninnikov.
Yeltsin também promoveu Nikolai Aksyonenko, um ex-mnistro das Ferrovias, ao cargo de vice-primeiro-ministro. E nomeou Vladimir Rushailo como o novo ministro do Interior. Rushailo era vice de Stepashin, quando este ocupava o cargo de ministro do Interior no governo passado.
A imprensa russa descreveu tanto Aksyonenko como Rushailo como testas de ferro do polêmico magnata Boris Berezovsky, que é tido como um dos responsáveis pela saída do ex-primeiro-ministro Yevgeny Primakov.
Rushailo, que é mais conhecido por seu trabalho no combate ao crime organizado e na libertação de reféns na Chechênia, negou qualquer ligação com Berezovsky.
Depois de passar uma semana enfrentando uma das piores crises políticas dos últimos tempos, Yeltsin ficará recluso por uma semana na cidade de Sochi, às margens do Mar Negro, informou hoje o porta-voz presidencial, Dmitry Yakushkin. Na próxima sexta-feira, o líder russo retornará a Moscou, onde se encontrará com o presidente sul-coreano, Kim Dae-jung.
"As férias só serão possíveis graças à calmaria que procedeu a tempestade (política)", afirmou Yakushkin, depois de negar que o descanso de Yeltsin estaria ligado a seu precário estado de saúde.
A imprensa russa chegou a divulgar a informação de que Yeltsin passaria duas semanas em Sochi. O porta-voz, entretanto, não informou se o presidente retornará ao Mar Negro depois de seu encontro com o líder sul-coreano.

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