Moscou, 27 (AE-REUTERS) - O presidente Boris Yeltsin retornou hoje (27) ao hospital para receber um novo tratamento de uma úlcera estomacal, a última de uma série de problemas de saúde o tem praticamente marginalizado da vida política há muitos meses.
Yeltsin sofreu o novo revés exatamente no momento em que tentava promover um retorno, aumentando suas aparições públicas e fazendo esforços determinados para mostrar que ainda está no controle.
O secretário de imprensa presidencial, Dmitry Yakushkin, disse que Yeltsin estava confinado no Hospital Clínico Geral de Moscou depois que médicos decidiram durante uma exame na manhã deste sábado que um novo tratamento era necessário.
"Ele deve ficar pelo menos os próximos dias lá", afirmou Yakushkin à REUTERS. E acrescentou: "Ele está se submetendo a tratamento. Ele se sente bem".
Uma porta-voz do primeiro-ministro Yevgeny Primakov disse que o premier iria levar à frente planos de deixar Moscou para umas férias de 10 dias no Mar Negro, o primeiro descanso desde que assumiu o governo em setembro.
Yakushkin havia dito no começo da semana que Yeltsin tinha completado sua recuperação da úlcera, da qual foi tratado com remédios no hospital por cerca de duas semanas em janeiro.
A úlcera foi a última de uma série de complicações, incluindo bronquite, exaustão e pneumonia, que têm mantido o presidente fora das vistas públicas pela maior parte dos últimos cinco meses. Ele foi submetido a uma cirurgia para implantação de cinco pontes de safena em novembro de 1996.
Desde que Primakov assumiu o governo, o premier tem controlado a maior parte dos assuntos do dia-a-dia da Rússia, substituindo Yeltsin em viagens à Europa e ásia enquanto o presidente é eclipsado devido às doenças.
Mas Yeltsin, 68 anos, tem guardado com ciúmes os vastos poderes garantidos a ele pela constituição de 1993 e rechaça qualquer sugestão de que está perdendo sua autoridade. o Kremlin tem dito que ele ainda controla o arsenal nuclear do país.

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