Yeltsin ordena repressão a rebeldes no Daguestão
Moscou, 10 (AE-ANSA) - O primeiro-ministro interino russo, Vladimir Putin, foi chamado ao Kremlin pelo presidente Boris Yeltsin para tratar da repressão aos rebeldes islâmicos no sul da Rússia. "O presidente aprovou uma série de medidas para restabelecer a ordem pública e a disciplina no Daguestão", declarou Putin, ao final da reunião com Yeltsin. "Serão necessárias duas semanas para resolver o problema", acrescentou
sem especificar quais seriam tais medidas. Putin ainda sustentou a versão de que, junto aos chefes da guerrilha chechena, estão atuando mercenários de outras regiões. O ministro da Defesa russo, Igor Sergueiev, também participou da reunião. Além disso, o governo russo decidiu adotar medidas de segurança em torno de eventuais alvos terroristas em Moscou, informou a agência Itar-Tass. O Ministério do Interior teria emitido uma nota onde diz claramente sobre a necessidade de se prevenir de ataques terroristas dos extremistas islâmicos chechenos, que há quatro dias combatem as forças de segurança russa na província do Daguestão, onde capturaram algumas aldeias. A Rússia enfrenta a mais grave crise interna desde a guerra da Chechênia, em 1994-1996. De acordo com as autoridades do Daguestão, as forças russas aparentemente ganharam terreno hoje (10) nos montes caucasianos e centenas de rebeldes teriam sido expulsos de duas regiões. Ontem (09), os guerrilheiros atacaram com artilharia pesada o pequeno aeroporto militar de Botlikh, provocando a morte do tenente-coronel Iuri Naumov, condecorado com o título de Herói da Rússia e vice-comandante da unidade de helicópteros enviada à zona de conflito. Durante o mesmo ataque outros quatro militares russos ficaram feridos e quatro helicópteros foram destruídos.





