Moscou, 15 (AE-AP) - O presidente da Rússia, Boris Yeltsin, disse nesta segunda-feira (15) que seu país não conterá sua ofensiva militar na Chechênia, apesar das pressões ocidentais, e prometeu continuar a operação até eliminar os combatentes rebeldes. "Não nos deteremos enquanto um só terrorista continuar em nosso território", disse Yeltsin a jornalistas no Kremlin.
Muitos países ocidentais criticaram a campanha militar russa na Chechênia, acusando Moscou de usar força excessiva, causando um grande número de mortes entre civis.
Mas o governo da Rússia informou que atacou apenas objetivos rebeldes e considera as críticas uma intromissão nos assuntos internos do país.
Yeltsin raramente foi visto em público no último mês. Mas retornou hoje ao Kremlin e deixou claro que seu país manterá seus ataques contra a república separatista, fora do controle de Moscou desde a derrota militar russa em 1996.
Os países ocidentais "não têm direito de criticar a Rússia por exterminar bandidos, assassinos que cortam a cabeça de suas vítimas, e terroristas em seu território", disse Yeltsin.

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