Yeltsin diz que Rússia quer solução pacífica para crise chechena
Moscou, 19 (AE-ANSA) - O presidente russo, Boris Yeltsin, enviou hoje (19) uma mensagem a seu colega americano, Bill Clinton, na qual explica que a Rússia deseja uma solução política para a atual crise na Chechênia, ao mesmo tempo em que as tropas de Moscou prosseguiam com sua ofensiva na república do Cáucaso.
O ministro russo do Interior, Vladimir Putin, confirmou hoje que as tropas russas se encontram atualmente a apenas 20 quilômetros de Grozny, mas assegurou que, no momento, Moscou não tem previsto lançar um ataque final contra a capital chechena.
Segundo assegurou Yeltsin em sua mensagem, a Rússia está buscando uma solução política para a crise da Chechênia, mas não encontra na república separatista "interlocutores que rechacem o terrorismo e a violência".
"Somos objeto de um ataque por parte do terrorismo internacional sem precedentes no que diz respeito à crueldade e o cinismo", agregou o presidente russo.
Pese a sua declarada predisposição para uma "solução política", Yeltsin deixou transparecer as intenções belicosas de Moscou contra os separatistas chechenos. "Nossa tarefa é eliminar esses ninho de terror e violência e bloquear a difusão de seu contágio", afirmou o presidente russo em sua carta a Clinton.
A mensagem de Yeltsin coincidiu com a realização em Moscou de uma reunião dos ministros do Interior e Justiça do G-8 (os sete países mais industrializados mais a Rússia), dedicada à luta contra o crime organizado.





