Yeltsin critica militares russos por não conseguir conter rebeldes
Makhachkala, 07 (AE-AP) - Enraivecido por uma nova ofensiva rebelde de alcance profundo na república sulista do Daguestão, o presidente russo Boris Yeltsin criticou as forças de segurança russas nesta terça-feira (07) por "imundície" e disse que sua principal tarefa agora era cortar o apoio proveniente do exterior para os militantes.
Os combates entre as forças do governo e os rebeldes eclodiram em duas frentes. As tropas russas estavam tentanto reverter uma invasão, durante o fim de semana, da conturbada região da Chechênia, a oeste do Daguestão, e expulsar militantes de uma fortaleza no centro do Daguestão.
"Nós devemos discutir em detalhes o motivo pelo qual perdemos uma região inteira no Daguestão", declarou Yeltsin a jornalistas antes de encontrar-se com o primeiro-ministro Vladimir Putin no Kremlin. "Tudo só pode ser explicado pela imundície militar."
Yeltsin ordenou às forças russas a tomada de uma ação "rápida e dura". Segundo ele, os soldados foram incapazes de erradicar as "raízes do contágio terrorista".
"Além disso, a principal tarefa agora é privar os terroristas de suprimentos alimentares, militares, financeiros e morais externos", afirmou ele em reunião de seu Conselho de Segurança Nacional.
Um dos líderes militantes é um jordaniano chamado Khattab. Funcionários russos alegam há muito tempo que a guerrilha fundamentalista possui combatentes muçulmanos de partes da ex-União Soviética, do Oriente Médio e de outras regiões.
A fúria de Yeltsin foi sua mais forte declaração sobre o Daguestão desde que os rebeldes promoveram seu primeiro ataque há um mês. Isto mostra que o governo deve estar pronto para revisar a cuidadosa aproximação militar no Daguestão, confiando na força aérea para evitar arriscar um grande número de soldados em solo.





