São Paulo, 24 (AE)- Há 32 anos no Brasil, a multinacional japonesa Yakult, continua apostando no aumento do consumo de leite fermentado e se prepara para explorar novos nichos na área de alimentos. Com resultados que rendem bons dividendos ano a ano a empresa programa investir R$ 60 milhões no país. Perto de R$ 45 milhões serão aplicados na ampliação das unidades de Lorena, São Bernardo do Campo e área de marketing. Outros R$ 15 milhões serão absorvidos na construção de uma terceira fábrica, no Estado de Pernanbuco. Serão gerados cerca de 110 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos.
Em outubro de 1968, a unidade de São Bernardo, na região da Grande São Paulo, abria suas portas, trabalhando a todo vapor. As vendas porta a porta em menos de um mês atingiram 10 mil potinhos/dia e eram 60 funcionários dentro da fábrica. Hoje a legião de vendedoras já ultrapassa a casa das 12 mil e a produção bateu nos 3 milhões de frascos/dia. Nas fábricas 3,5 mil empregados trabalham na produção. A Yakult já contabiliza 31 representantes no país. O faturamento previsto é de R$ 312 milhões, acréscimo de 4% sobre a receita anterior.
Em abril de 1999, foi a vez da unidade de Lorena, interior de São Paulo, começar a produzir. Foram investidos R$ 40 milhões na obra, considerada a segunda maior fábrica da Yakult no mundo, gerando 300 novos empregos. Masahiko Sadakata, presidente da empresa, está dispensando toda atenção, neste momento, a esta unidade. É lá que a garrafinha de leite fermentado, de 80 gramas, vai ganhar roupa nova e sair mais elegante. A tradicional impressão em tinta, vermelha, será substituída por um rótulo brilhante e atraente. Essa mudança exigirá investimentos de R$ 15 milhões, entre máquinas e novas embalagens. O marketing será brindado com mais R$ 15 milhões, cifra idêntica à de 1999.
Também chegou a vez da velha unidade de São Bernardo lançar novos produtos. Leite fermentado, Taff Man-E, Suco de Maçã, Tonyu, Yodel são as linhas produzidas pela empresa japonesa. "Está na hora de avançar e produzir novas linhas", frisa. Nesta empreitada serão investidos outros R$ 15 milhões.
A fábrica de São Bernardo também terá novidades. Desta unidade, sairá a primeira linha de sobremesas que estará no mercado no final deste ano. "Ainda é surpresa", se adianta Sadakata. Ele conta apenas que, em julho, um produto, do tipo Taff Man-E, estará disponível nas gôndolas. Serão criados 50 novos postos de trabalho com o lançamento.
"A terceira fábrica da Yakult será construída em Pernambuco, no início do ano que vem", afirma, à Agência Estado. A dúvida é se será na capital ou arredores. A obra absorverá mais R$ 15 milhões e criará 60 empregos diretos. "Lá serão produzidas 500 mil unidades/dia de leite fermentado", garante.
Cosméticos - No momento, a linha de cosméticos, que chegou em setembro passado, com vendas nos mesmos moldes do Yakult - porta a porta - não está entre os assuntos mais importantes da Yakult. O faturamento já atinge R$ 50 mil/mês e a projeção é que dentro de cinco anos chegue a R$ 30 milhões, respondendo por 30% da receita de alimentos.
Dos produtos de beleza, cerca de 20 linhas são importadas do Japão e outras 50 produzidas no Brasil, por terceiros. "Quando o faturamento bater nos R$ 10 milhões vamos construir a quarta fábrica, desta vez de cosméticos", comemora. Segundo ele, isso acontecerá dentro de dois anos. "Serão necessários cerca de R$ 8 milhões para construir essa unidade". afirma. Ele explica que a fábrica de São Bernardo poderá abrigar esse ramo. No ano passado a Yakult faturou US$ 3 bilhões no mundo.

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