Xerox do Brasil espera vendas superiores a R$ 2 bi em 99
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Regina Cardeal 
São Paulo, 08 (AE) - O superintendente da Xerox do Brasil, Guilherme Bettencourt, disse que as vendas no País estão crescendo a taxas superiores às do ano passado. No entanto, quando traduzida para dólar, a receita fica abaixo da do ano passado. Bettencourt fez o comentário depois de a Xerox ter anunciado nos EUA que seus lucros no terceiro trimestre deverão ficar entre 10% e 12% abaixo das de igual período de 1998. A matriz apontou a desvalorização do real e as vendas abaixo do esperado nos EUA e na Europa como os motivos para o corte na previsão de lucros.
"Do ponto de vista da moeda local, a Xerox do Brasil está indo muito bem", afirmou. Bettencourt disse que as vendas do grupo no Brasil vão ficar acima do R$ 1,7 bilhão. A meta da empresa é superar a marca de R$ 2 bilhões este ano. De acordo com o executivo, a desvalorização não alterou a estratégia de investimentos do Xerox do Brasil. Ontem, a empresa inaugurou uma linha de produção em Belém. No dia 5 de agosto, foi inaugurada um fábrica de produtos de consumo em Salvador, na qual a Xerox do Brasil investiu US$ 40 milhões. No próximo dia 28, o grupo abre uma unidade para a produção de cartuchos de impressoras em Manaus. Ainda este ano, disse o executivo, a Xerox vai inaugurar um centro de processamento em Tamboré, em São Paulo, num investimento de US$ 40 milhões.
No total, a Xerox vai investir US$ 140 milhões este ano no País. Segundo o superintendente da Xerox do Brasil, as novas unidades deverão incrementar a parcela de produção nacional nas vendas do grupo. Atualmente, os produtos importados respondem por 70% do valor das vendas da Xerox do Brasil. Com as fábricas que estão sendo abertas, a empresa espera não só aumentar a participação nacional nas receita, como também produzir para exportar.
Segundo Bettencourt, a previsão de queda no lucro anunciada hoje nos EUA não terá vai provocar qualquer corte de pessoal no País. Ele afirmou que o programa de reestruturação da companhia já foi concluído no Brasil, onde o número de funcionários caiu de cerca de 6.600 funcionários no ano passado, para os 6.000 atuais.


