O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) está em campanha pela valorização dos parques brasileiros, depois de constatar que mais da metade deles nunca saiu do papel, existindo apenas nos decretos governamentais que os criaram.
Essa conclusão está no estudo ‘‘Áreas protegidas no Brasil: uma análise preliminar da situação dos parques e outras áreas de proteção integral’’, que avaliou os 88 parques e reservas federais existentes no País até abril deste ano.
O estudo apurou que, do total de parques brasileiros, 53,4%, ou 47 unidades de proteção integral, apresentaram problemas. Os mais comuns são os de que ainda não tem as terras completamente regularizadas, demarcadas, equipamentos ou funcionários em número suficiente para fiscalizar e administrar a área.
Além disso, revela o estudo do Fundo Mundial para a Natureza, esses parques não são divulgados, visitados, não servem à pesquisa científica e sequer possuem um planejamento para que isso aconteça.
Na avaliação dos pesquisadores da entidade, a pior consequência dos ‘‘parques de papel’’ brasileiros é que o País não está conservando nem o ínfimo 1,8% expresso pelos dados oficiais. A campanha - ‘‘Vamos tirar os parques do papel’’- do Fundo Mundial para a Natureza será intensificada a partir de agosto, quando a entidade pretende trabalhar junto ao Congresso Nacional para a aprovação do novo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), legislação que regula os parques e áreas protegidas.
O WWF fará também gestões junto ao governo, para que invista na efetiva implementação dos parques, destinando recursos e capacitando o Ibama, órgão responsável pela gestão dos parques brasileiros.

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