WestLB diz que 2000 será grande ano para investidor
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terça-feira, 09 de novembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 09 (AE) - O economista-chefe do WestLB Banco Europeu no Brasil, Nicola Tingas, aposta que o investidor de ativos financeiros terá um "grande ano" em 2000 no Brasil, enquanto o empresário vai ter um ano melhor do que este, mas ainda de transição, com dificuldades. A sociedade será a menos beneficiada sob sua perspectiva.
Esta visão será apresentada por Tingas aos clientes do banco durante o seminário "Global Viewpoints - WestLB economists from around the world", na noite de hoje em São Paulo, que contará também com especialistas dos mercados europeu
japonês, americano e sudeste asiático.
"Na margem, a área que terá mais crescimento é a América Latina, porque estávamos em baixa", disse Tingas. Segundo ele, os investidores que já anteciparam sua volta para a região serão os maiores beneficiados pela retomada do capital para a América Latina. "Essa onda de otimismo ajuda a melhorar os rumos da economia", afirmou, ponderando, porém, que houve uma melhora "importante e considerável" dos fundamentos da economia brasileira.
De acordo com Tingas, se a balança comercial apresentar superávits logo no início do ano, os investidores virão com mais força e rapidez, porque essa seria uma demonstração da recuperação do País. Ele acredita num superávit de US$ 3,3 bilhões em 2000. O economista disse que a aprovação da reforma da Previdência seria o segundo componente vital para realimentar a confiança no Brasil.
Tingas disse, citando informações do Institute of Internacional Finance, que o fluxo de capitais para a América Latina foi de US$ 60 bilhões em abril, sendo que era de US$ 100 bilhões antes da crise asiática. "Nesse período, cresceu a participação do investimento direto. Ou seja, está vindo capital de melhor qualidade", afirmou. Sua previsão é de que o Brasil repita em 2000 os cerca de US$ 28 bilhões de investimentos diretos previstos para 1999.
Embora a melhora nos fundamentos da economia não sejam sustentáveis a longo prazo, Tingas acredita que não haverá deterioração no próximo ano. O WestLB Banco Europeu prevê um crescimento do PIB brasileiro entre 2,5% a 3% em 2000, com uma taxa de juros nominal de 16%. "O Banco Central vai ser testado na política de metas inflacionarias no ano que vem", disse, acreditando, porém, que a meta de 6% será cumprida. Tingas acredita que o IPCA acumulado de 2000 oscile entre 6% e 7%.


