Atlanta, 31 (AE-AP) - Kurt Warner conseguiu dar a volta por cima. Há cinco anos, mesmo formado na universidade, era empacotador no supermercado Hy-Vee em Waterloo, no interior do Estado de Iowa e ganhava US$ 5,50 por hora, sustentando a mulher
dançarina de boate, e o filho cego do primeiro casamento dela. Depois do último domingo, sua vida não será mais a mesma. Warner levou o St. Louis Rams à vitória do 34.º Superbowl, a final do campeonato de futebol americano. De quebra, os títulos de melhor jogador de toda a temporada e também da partida final.
O placar final de 23 a 16 não demonstra como foi dura e difícil a vitória contra o Tenneesee Titans, que quase empatou no último segundo, o que levaria o jogo para a prorrogação, que seria decidida na "morte súbita". Porém, para Warner, quarterback dos Rams, situações difíceis existem para serem superadas. Afinal, em 1994 foi contratado para ser o quarto reserva no então poderoso Green Bay Packers, mas não disputou um só jogo e sua carreira parecia limitada aos times da Arena Football League, uma espécie de futebol americano de salão, até que veio a chance, em 1998, para atuar nos Amsterdam Admirals, da desprezada liga européia.
O St. Louis Rams, time importante no passado, quando era de Los Angeles - chegou à final do Superbowl de 1980, mas perdeu para o Pittsburgh Steelers -, estava em fase péssima, há muitos anos sempre entre os piores. Warner acabou tendo uma chance na temporada passada, como reserva. Este ano, com a contusão do titular Trent Green, assumiu a liderança do time e não perdeu um só jogo.
A partida contra os Titans, assistida por 130 milhões de norte-americanos, foi uma das melhores da história. Não houve um só fumble (perda de bola) ou interceptação. Mas o braço certeiro de Warner endereçou as bolas para os touchdowns que deram a primeira vitória da história dos Rams.

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