Wahid vai considerar pedir renúncia de Wiranto
Davos, Suíça, 31 (AE-AP) - O presidente da Indonésia, Abdurrahman Wahid, afirmou hoje (31) que poderá pedir a renúncia do ex-chefe das Forças Armadas general Wiranto à raiz de um relatório feito por investigadores indonésios de direitos humanos sobre o último ano de violência em Timor Leste.
"General Wiranto, sim", disse Wahid quando perguntado se ele demitiria os generais implicados na investigação. "Tenho a convicção de que devemos apoiar os direitos humanos", afirmou o presidente indonésio em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.
A Comissão Investigativa de Abusos de Direitos Humanos em Timor Leste, apontada pelo governo indonésio, acusou hoje o general Wiranto e outros 32 oficiais de auxiliarem as milícias antiindependência em sua campanha de assassinatos e destruição depois do plebiscito que deu a independência a Timor em 30 de agosto do ano passado.
"Fatos mostram que os aparatos civil e militar, incluindo a polícia, cooperaram com as milícias para criar uma atmosfera que apoiou crimes contra a humanidade", afirmou Djoko Sugianto, chefe da comissão. "Isto ocorreu na forma de assassinatos em massa, tortura, sequestro, violência contra mulheres, incluindo estupro e escravidão sexual (...)", disse ele.
Com relação a Wiranto, Sugianto afirmou que "como comandante militar à época ele é um dos que tiveram responsabilidade".





