Wahid anuncia em Davos que pedirá renúncia de Wiranto
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por ROLF KUNTZ 
Davos, Suíça, 31 (AE) - O presidente da Indonésia, Abdurrahman Wadhid, anunciou hoje (31) que pedirá a renúncia do ex-comandante das forcas armadas, general Wiranto, atual ministro de segurança e assuntos políticos. O general Wiranto foi acusado por investigadores da ONU e do próprio governo indonésio como um dos responsáveis por atrocidades em Timor Leste. Segundo o presidente, o ministro, uma vez afastado, será "examinado por uma corte nacional".
O presidente Wahid fez o anúncio numa entrevista coletiva no centro de conferencias de Davos, depois de participar de uma sessão do Fórum Econômico Mundial sobre "armadilhas da globalização". O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, foi um dos participantes do debate. Durante o painel, Wahid falou sobre a fé islâmica e disse que não há como erradicar os militantes, mas que é possível educá-los para a compreensão e a convivência. "Também na minha família", acrescentou, "há militantes".
Mais tarde, na entrevista, Wahid confirmou haver pedido ajuda ao governo da Suíça para investigar a existência, em bancos suíços, de dinheiro desviado pela administração anterior. Respondendo a uma pergunta, negou qualquer plano de renegociação da dívida externa indonésia.
Uma jornalista estranhou que o presidente tenha anunciado a demissão do ministro longe de Jacarta, muito antes de se encontrar com o general Wiranto. Mas o general, respondeu o presidente, sabe de sua situação.
Também saberia, acrescentou, da decisão de pedir sua renúncia
até porque a entrevista, com a comunicação moderna, em pouco tempo seria conhecida em Jacarta.


