Wagner Rossi defende maior fiscalização nos portos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, SP, 06 (AE) - O presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Wagner Rossi, considera positiva a ida da CPI do Narcotráfico a Santos. "O trabalho dos parlamentares deu resultado muito bom em outros lugares e, em Santos, vai reforçar o controle feito pelos órgãos de segurança", disse. "As autoridades podem contar com a Codesp, no que estiver ao seu alcance, para coibir práticas criminosas na área do porto", afirmou.
Para Rossi, é normal que o porto de Santos seja o mais visado pelo crime organizado, já que movimenta um terço de todo o comércio exterior brasileiro. "Trata-se de um local com maior exposição e, por isso, a fiscalização tem sido muito rigorosa." Revelou que, este ano, não foi registrado qualquer caso de pirataria. Também as cargas estão armazenadas nos terminais retroportuários alfandegados, num processo de descentralização que começou com a modernização do porto. "A Codesp deixou a operação e já não controla mais a movimentação de cargas", explicou. "As mercadorias são armazenadas nos vários terminais alfandegados e isso faz com que a fiscalização tenha que aumentar".
Lembrou que, como Santos, os outros portos e aeroportos brasileiros também são visados pelo crime organizado, pois são corredores de movimentação de carga. "O narcotráfico é uma chaga social que, infelizmente, espalhou-se por todo o território nacional", disse Wagner Rossi. Quanto à participação da Guarda Portuária no combate ao crime organizado, informou que "por decisão judicial ela é uma guarda patrimonial, não podendo exercer o poder de polícia". "Quando acionada pela Polícia Federal, por exemplo, a guarda atua como força complementar, mas não tem poder para agir sozinha nesses casos."


