A Vigilância Sanitária de Maringá iniciou na quarta-feira a distribuição de 20 mil exemplares de um manual para orientar o consumidor na hora de comprar medicamentos. O manual está sendo distribuído nos 22 postos de saúde da cidade, no balcão de informações da prefeitura, em escolas municipais e na Promotoria de Defesa do Consumidor. ‘‘Não vamos distribuí-lo em terminais de ônibus ou nas ruas porque ninguém vai ler direito; é que nem santinho de político, todo mundo joga fora’’, disse a médica-chefe da Vigilância Sanitária, Maria Teresa Coimbra.
Em quatro páginas, o manual ensina como comprar remédios: sempre com a receita médica, exigir a nota fiscal, só substituir o remédio indicado por outro com o mesmo princípio ativo com o conhecimento do médico; comprar sempre em farmácia que já conhece e confia; dar preferência à farmácia que tenha semnpre um farmacêutico à disposição do cliente; evitar comprar comprimidos por unidade, optando sempre pela embalagem completa do remédio.
O manual também ensina em que situações o consumidor deve suspeitar de um remédio: quando o produto em que estiver acostumado a usar apresentar diferença na embalagem, na cor ou no gosto; ficar atento às embalagens muito velhas, com cores e letras apagadas; quando o produto não fizer mais efeito; quando o remédio não apresentar bula, ou, se tiver, mostrar bula ilegível ou letra fraca; se o produto não tiver lacre; quando o produto não apresentar na embalagem externa (caixa) e na interna (cartela ou frasco) o número do lote, data de fabricação e prazo de de validade exatamente iguais.
O consumidor também deve suspeitar de um remédio se o produto não apresentar na embalagem o nome do remédio, nome, endereço, telefone do serviço de atendimento ao consumidor e CGC do fabricante, nome do farmacêutico responsável e número de seu registro profissional e número do registro no produto no Ministério da Saúde.
O manual pede ainda que, notando qualquer irregularidade, o consumidor deve ligar para o serviço de atendimento ao consumidor do laboratório fabricante do medicamento, que deve constar na embalagem do produto. Existem mais dois telefones que poderão ser usados: o 262-3132, da Vigilância Sanitária de Maringá, e o 0800-610033, que é o Disque Remédios Falsificados do Ministério da Saúde. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do Brasil.Marcos NegriniPrevençãoA auxiliar de enfermagem Diva de Souza distribui o manual no posto de saúde do bairro Vila Morangueira, em MaringáMarccio W. Varella

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