VS de Londrina começa a recolher lotes suspeitos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de setembro de 1998
Benê Bianchi 
A Vigilância Sanitária de Londrina começa hoje a recolher os lotes de anticoncepcionais Microvlar, Gynera, Triquilar e Diane, produzidos pela laboratório Schering do Brasil e com data de fabricação do mês de junho de 98. A vigilância municipal recebeu ontem o fax do Centro de Saneamento e Vigilância Sanitária do Estado, determinando a operação.
O motivo para que se interdite os medicamentos, cautelarmente, é a falta de uma das 21 pílulas que compõem a cartela. No caso do Gynera, o número de lote especificado na caixa não coincide com o número da cartela. Segundo a diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Mara Ferreira Ribeiro, oito fiscais trabalharão na operação. Até o final da tarde de ontem, o setor trabalhava no cronograma de atividades e percurso a ser feito hoje.
O delegado do 2º Distrito Policial, Antonio Zuba de Oliva, ainda não concluiu o inquérito que apura o uso do medicamento Androcur pelo Hospital Universitário de Londrina. Há cerca de cinco meses foram localizadas 103 caixas do medicamento falso, totalizando 2060 comprimidos, no hospital.
Ele informa que para concluir as investigações falta receber uma carta precatória enviada para Porto Alegre, onde devem ser ouvidos os proprietários da Distribuidora Casa Grande. Os remédios que chegaram em Londrina vieram da Casa Grande, através de representantes de Curitiba.


