O Laboratório Schering do Brasil já foi autorizado a retomar a comercialização do anticoncepcional Microvlar - retirado do mercado em junho, após a descoberta de que cápsulas do medicamento contendo apenas farinha, estavam à venda nas farmácias. A informação é do secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gonzalo Vecina Neto, responsável pela autorização. Para reiniciar a venda do produto, porém, o laboratório terá de esperar a publicação da autorização no Diário Oficial que deverá ocorrer amanhã, segundo o secretário.
Para Vecina Neto, com as mudanças na comercialização do produto determinadas pelo ministério, o anticoncepcional da Schering é ‘‘ético, seguro e de bom preço’’. O laboratório foi proibido de vender o Microvlar porque chegaram às consumidoras cartelas do anticoncepcional com comprimidos de farinha de trigo, fabricadas para testar uma máquina de embalagem.
Para novamente oferecer o Microvlar ao mercado, o laboratório teve de cumprir exigências feitas pela Vigilância Sanitária, incluindo mudanças na produção. ‘‘Tudo o que solicitamos, o laboratório executou’’, afirmou ontem Vecina Neto. A cartelinha verde será substituída por uma de cor azul para garantir a segurança do consumidor. A nova embalagem do anticoncepcional, segundo o secretário, possui outras proteções criadas pelo Schering.

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