De 1997 foi dito que foi o ano que deixou o mundo mais pobre diante da morte, principalmente, de Madre Teresa de Calcutá, a piedosa irmã de caridade que passou a vida atendendo os mais pobres entre os pobres do mundo. Ganhou o Nobel da Paz mas, mais que isto, conquistou a admiração, o respeito e o amor do mundo inteiro. De 1998 vai-se dizer que a arte, especialmente a música, ficou mais pobre. Foi o ano em que morreram alguns grandes - até imensos - nomes da música. Frank Sinatra, Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Leandro, Tim Maia, Jovelina Pérola Negra, e o pianista Paganini, de Londrina.
A primeira destas grandes perdas aconteceu a 3 de fevereiro. Silvio Caldas, um dos maiores seresteiros do País, já convertido, em vida, em monumentos da música, morria, deixando um vazio e muita saudade.
Em março, outra perda, até inesperada. O cantor Tim Maia passou mal durante um show, foi hospitalizado e, no dia 15, morreu. Pouco mais de um mês depois, era a vez de outro ídolo da velha guarda: Nelson Gonçalves, um dos maiores vendedores de discos do País, o rei dos boêmios, morria a 18 de abril.
Em maio, a perda foi para as artes plásticas: morria Poty Lazzaroito, o maior artista plástico do Paraná.
Leandro, da dupla com Leonardo, revelava, também em maio, que estava doente. Viajava para os Estados Unidos onde era diagnosticado câncer. Voltou ao Brasil, apesar de tudo, animado. Mas a 15 de junho, sofreu uma parada cardíaca, foi internado. Morreu no dia 23, provocando enorme consternação.
Maio também foi marcado pela morte de um dos maiores nomes entre os cantores no mundo: Frank Sinatra, ‘A Voz’ calava-se, deixando apenas a lembrança em seus discos, filmes e vídeo-teipes.
Em primeiro de julho, morria Edson ‘Bolinha’ Curi, famoso animador de programas de auditório. No dia 7, ia-se um dos mais famosos cow-boys do cinema, Roy Rogers. E no dia 12, um dos 12 homens que havia pisado na Lua, Allan Sherpard, também morreu.
Em setembro, morria aos 88 anos o gênio do cinema Akira Kurosawa; em Londrina, no mesmo mês, aos 72 anos, José Newton Henrique, o Paganini; e, a 2 de novembro, a música brasileira perdia Jovelina Pérola Negra

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