Londrina – A escolha do novo reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) segue o critério do voto paritário. A decisão foi tomada ontem, uma vez que uma medida cautelar determinando o peso do voto de cada categoria, de 4 de abril, ainda está válida.
O Conselho Universitário da instituição havia protocolado embargos de declaração para esclarecer dúvidas sobre a decisão e pedir reconsideração. Como até 21 horas de ontem não houve uma manifestação do Tribunal de Justiça, o conselho decidiu fazer a apuração obedecendo o critério de voto paritário, que determina que o peso do voto das categorias (professores, funcionários e alunos) é dividido igualmente: 33% para cada.
Mais de 24 mil professores, alunos e funcionários foram às urnas ontem para escolher entre quatro chapas. A votação terminaria às 23 horas e apuração estava prevista para acabar durante a madrugada.
O presidente da Comissão Eleitoral, Sidnei Pereira do Nascimento, disse na tarde de ontem que percebeu uma grande movimentação dos estudantes e funcionários na eleição, mas não teria como estimar a porcentagem de participação. "O fato das urnas estarem dispostas bem próximas aos locais de trabalho e estudo facilita a adesão." No entanto, o número de votantes só seria divulgado após contagem dos votos. O número total de eleitores é de 24.116, sendo 3.504 técnicos administrativos, 1.677 docentes e 18.895 alunos de graduação e pós-graduação.
O diretor da Assuel, Marcelo Alves Seabra, comentou que durante todo o dia grupos motivaram funcionários e estudantes para que participassem da eleição para assim "fazer valer o seu direito de escolha".
A eleição foi realizada em 15 sessões eleitorais e 42 urnas distribuídas no campus, Hospital Universitário (HU), Centro de Ciências da Saúde (CCS) e Clínica Odontológica Universitária (COU).
Concorrem ao cargo de reitor os professores Berenice Jordão, Isaias Dichi, José Paulo Pinese e Sérgio Carvalho. Se for necessário, o segundo turno da eleição ocorre no dia 24 de abril.

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