Brasília, 11 (AE) - Concluída a votação na Câmara dos projetos que regulamentam a reforma administrativa, abre-se uma lacuna na agenda de prioridades do governo. "Não há nada pronto para ser votado ainda", observa o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE). Com isso, a preocupação do governo passa a ser o conteúdo de projetos que estão na ordem do dia para votação ou que podem ganhar impulso com a pressão de certos grupos de parlamentares. No primeiro caso, estão projetos como o que regulamenta o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, o que consolida a legislação brasileira e o que estabelece providências para a prevenção ao "bug do milênio". No segundo caso, está o projeto que propõe a rolagem das dívidas do setor agrícola por 20 anos. O líder do governo no Congresso, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), afirma que o governo está atento a esses projetos, mas não tem grandes preocupações porque os acordos estão bem encaminhados. "Não temos nenhum teste pesado de votação nas próximas semanas", avalia Madeira, que está trabalhando para tentar antecipar a votação de outras matérias de interesse no governo discutidas nas comissões especiais da Câmara. Esse é o caso do projeto que define as normas gerais do funcionamento dos Fundos de Previdência Complementar e da proposta de criação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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