Voos em Londrina tem 66,7% de atrasos
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Quem teve de viajar de avião ontem a partir do aeroporto de Londrina precisou de muita paciência. O terminal ficou entre os dois do País com atrasos superiores a 60%. Dos 15 voos programados, dez atrasaram mais de 30 minutos e um foi cancelado. Um percentual tão alto só se repetiu em Cruzeiro do Sul (AC). Outros 11 aeroportos tiveram mais de 50% dos voos atrasados.
A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, disse que os atrasos de ontem aconteceram - apesar da greve dos aeroviários ter sido suspensa - porque a estrutura sofreu para lidar com o mau tempo na região Sudeste e o aumento no número de viajantes. A chuva e o tempo nublado não chegou a provocar o fechamento de aeroportos em São Paulo e no Rio, mas tornou os procedimentos de pouso e decolagem mais lentos.
A Anac também apontou o aumento no número de passageiros nesse feriado de Natal como causa. Ontem foi o dia de maior movimento. Segundo a Agência, até o dia 31 de dezembro foram 14 milhões de embarques e desembarques em todo o país, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2009.
A terceira ameaça ao bom andamento das atividades dos aeroportos brasileiros ontem não se concretizou. A Justiça Federal do Distrito Federal proibiu a greve dos aeroviários e aeronautas até o dia 10 de janeiro e determinou multa de R$ 3 milhões por dia em caso de descumprimento.
Anteontem, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já havia determinado que, em caso de greve, os manifestantes teriam que manter um efetivo de 80% até o dia 2 de janeiro e também estipulou multa de R$ 100 mil caso a determinação fosse desrespeitada.
Manifestantes ligados ao Sindicato Nacional dos Aeroviários protestaram ontem à tarde nos aeroportos do Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte), Salvador e Brasília, contra a decisão da Justiça, e afirmaram ter conseguido fazer uma paralisação de 20% em quatro aeroportos do País.
Ontem as empresas aéreas retomaram a negociação com os sindicatos. Saíram da proposta de reajuste de 6,58% para 8%. Os trabalhadores, no entanto, mantém a exigência de 15% de reajuste. (Com agências)


