São Paulo- A vacina anti-HIV está sendo testada em voluntários saudáveis, não portadores de HIV, que passaram por uma série de exames clínicos e psicológicos. Em sua fase I, são avaliadas a segurança da vacina e a reação imunológica dos participantes. Os teste começaram no meio do ano.
Cada voluntário receberá 3 doses da vacina que os cientistas chamam de preventiva: uma na 1 semana, a outra no 1º mês e a seguinte no 3 º mês. Depois disso, eles devem ser acompanhados periodicamente, para que se verifique a reação da vacina. O tempo total dos testes é cinco anos.
O Brasil pretende quebrar a patente de cinco medicamentos usados para tratar pacientes com Aids até o fim de 2005. O coordenador do Programa Nacional de DST-Aids, Pedro Chequer, afirmou que várias reuniões já foram feitas entre laboratórios públicos, indústria farmacêutica e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para criar condições de produção de novas drogas no País a partir do próximo ano. ''É uma decisão tomada, não se trata de um ponto a ser negociado. Temos de ter autonomia na produção'', disse Chequer.
No Paraná, até a semana passada os portadores do vírus da Aids estavam tendo dificuldade para encontrar medicamentos nas farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS). Para regularizar a situação, o Ministério da Saúde começou a distribuir ontem anti-retroviral Atazanavir. Estão sendo distruibuídas cerca de 500 mil cápsulas, das quais 17,4 mil vêm para o Paraná. O Atazanavir faz parte do chamado coquetel anti-Aids. O Ministério também está distribuindo o Zidovudina, mais conhecido como AZT. Estão sendo fornecidas 1,8 milhão de cápsulas, sendo 100 mil para o Paraná.(A.B. com agência)

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